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Estimativas podem ser alteradas com a revisão de parâmetros, diz Receita

Economia|Do R7

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O desempenho da arrecadação nos dois primeiros meses do ano vieram em linha com o previsto no Orçamento de 2019, mas essas estimativas podem ser alteradas nos próximos dias com a revisão de parâmetros macroeconômicos que será anunciada, disse nesta quinta-feira, 21, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Ele evitou traçar projeções para o restante do ano.

O governo tem até a sexta-feira, 22, para divulgar a primeira avaliação bimestral do Orçamento de 2019, quando há a expectativa de um corte próximo de R$ 30 bilhões, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo Malaquias, haverá revisão na grade de parâmetros, que incluem variáveis como PIB, inflação e Selic. O mercado já tem revisto suas estimativas para o crescimento neste ano.

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"Houve alterações na grade de parâmetros (no relatório bimestral que será divulgado). Com isso, pode haver mudança na previsão de arrecadação de 2019", disse Malaquias. Apesar disso, ele disse que a informação de apenas dois meses ainda é insuficiente para identificar uma tendência nas receitas federais ao longo do ano. "É difícil traçar trajetória", afirmou.

Segundo o técnico da Receita, a arrecadação do início de ano ainda reflete o lucro de empresas no ano anterior, sobretudo pelos ajustes no IRPJ/CSLL. O Fisco também identificou uma arrecadação atípica de R$ 4,6 bilhões em fevereiro nesses tributos, que podem não se sustentar ao longo do ano.

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A Receita ainda vai investigar os fatores por trás desse incremento nas receitas com IRPJ/CSLL, mas, segundo Malaquias, há algumas hipóteses possíveis. Um deles é o próprio ciclo das empresas, que às vezes investem em grandes projetos de longa maturação. "Elas podem ter projeto de expansão que culminam com esse período (atual) e elas oferecem mais resultado", afirmou.

Outra possibilidade, citou Malaquias, é a melhor perspectiva de resultado das empresas. "Pode ser que algumas empresas tenham tido alavancaram no seu faturamento e isso pode levar a essa estimativa (maior de lucro)", explicou.

O técnico disse ainda que a arrecadação com o IOF está crescendo na esteira da expansão do crédito no País. No acumulado do primeiro bimestre, as receitas com o imposto sobre operações financeiras tiveram alta real de 5,41%.

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