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EUA apoiam sobretaxa de 300% na importação de aviões CSeries do Canadá após queixa da Boeing

Economia|Do R7

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WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Comércio dos Estados Unidos elevou nesta sexta-feira a proposta para a imposição de sobretaxa nas vendas de jatos CSeries da Bombardier para os EUA, para quase 300 por cento, após a Boeing se queixar que a empresa canadense recebeu subsídios ilegais e vendeu suas aaeronaves a preços "absurdamente baixos".

A decisão enfatiza a política comercial defensiva do presidente dos EUA, Donald Trump, e pode efetivamente interromper as vendas do novo avião da Bombardier para as companhias aéreas norte-americanas, ao quadruplicar o custo dos jatos importados.

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O órgão propôs uma tarifa antidumping de 79,82 por cento, após uma investigação preliminar ter determinado que os jatos foram vendidos abaixo do preço de custo para a Delta Air Lines em 2016. A nova tarifa se soma a sobretaxa contra subsídios, anunciada na semana passada, de 219,63 por cento.

A nova penalidade somente entrará em vigor se for confirmada pela Comissão de Comércio Internacional dos EUA no início do próximo ano.

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As novas sobretaxas devem elevar as tensões entre os Estados Unidos, o Canadá e Grã-Bretanha, onde são fabricadas as asas das aeronaves.

A sobretaxa total é bem mais alta do que os 80 por cento que a Boeing pediu em sua queixa.

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"Essas sobretaxas são a consequência de uma decisão consciente da Bombardier de violar o direito comercial e derrubar (o preço de) suas aeronaves CSeries para garantir a venda", disse a Boeing em um comunicado.

O chancelaria do Canadá disse que a Boeing está "manipulando o sistema de reparação comercial dos EUA" para manter o CSeries fora do país.

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O Canadá está em "desacordo completo" com a decisão e continuará tratando da questão com o governo dos EUA e a Boeing, disse a chanceler Chrystia Freeland em comunicado.

(Por Alwyn Scott)((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447553))REUTERS TH MPP RBS

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