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EUA preparam fim de isenções a compradores de petróleo do Irã

Economia|Do R7

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Por Susan Cornwell e Henning Gloystein

WASHINGTON/CINGAPURA (Reuters) - Os Estados Unidos devem anunciar nesta segunda-feira que compradores de petróleo iraniano precisam encerrar as importações em breve ou enfrentarão sanções, disse uma fonte a par do assunto, provocando um salto nos preços do petróleo para seu maior nível de 2019 até agora.

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Autoridades na Ásia se opuseram ao movimento, que já era esperado, apontando para condições apertadas de mercado e altos preços dos combustíveis como prejudiciais à indústria.

A fonte confirmou uma notícia do Washington Post de que o governo norte-americano vai suspender as isenções de sanções concedidas a alguns importadores de petróleo iraniano no final do ano passado.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, quer acabar com as isenções para exercer "máxima pressão econômica" sobre o Irã, cortando suas exportações de petróleo e reduzindo sua principal fonte de receita a zero.

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, disse estar disposta a compensar a potencial perda de fornecimento, mas que primeiro precisará avaliar o impacto antes de impulsionar sua própria produção, disse uma fonte familiarizada com o pensamento saudita à Reuters.

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Em novembro, os EUA reimplementaram as sanções às exportações de petróleo iraniano depois que o presidente Trump unilateralmente se retirou de um acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências mundiais.

Washington, no entanto, concedeu isenções aos oito principais compradores do Irã --China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia, Itália e Grécia-- que lhes permitiram compras limitadas por seis meses.

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Nesta segunda-feira, o secretário de Estado Mike Pompeo anunciará "que, a partir de 2 de maio, o Departamento de Estado não concederá mais isenções a qualquer país que esteja importando petróleo iraniano", disse o colunista do Washington Post Josh Rogin em sua matéria citando duas autoridades do Departamento de Estado que ele não identificou.

(Por Susan Cornwell, em WASHINGTON, Henning Gloystein, em CINGAPURA, e Rania El Gamal, em DUBAI; reportagem adicional de Aaron Sheldrick e Yuka Obayahi, em TÓQUIO, Jane Chung, em SEUL, Meng Meng, em XANGAI, Nidhi Verma, em NOVA DÉLHI, e Koustav Samanta e Chen Aizhu, em CINGAPURA)

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