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Ex-executivos da Usiminas entram com ação na Justiça

Economia|Do R7

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Os executivos Julián Eguren, ex-presidente da Usiminas, e os ex-diretores Marcelo Chara e Paolo Bassetti entraram nesta quarta-feira, 17, com ação de indenização por danos morais contra Paulo Penido, presidente do conselho de administração da siderúrgica mineira, sob a alegação de se "buscar a reparação pelos graves danos morais infligidos às suas imagem e reputação profissional, abaladas pela ilegal conduta do executivo ao destituí-los dos cargos que ocupavam na companhia".

O valor pedido na ação é de R$ 1 milhão. Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, em outubro, Eguren havia informado que estudava ação na Justiça.

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Os três executivos, todos indicados pela Ternium, sócia da companhia desde o início de 2012, foram destituídos no fim de setembro, após um racha na reunião do conselho da companhia. Após um empate dos votos, Penido, como presidente do conselho, deu o voto de minerva para destituir os executivos. Desde então se tornou pública a briga societária entre seus dois controladores, Ternium e Nippon Steel.

Procurado, Paulo Penido disse ao Broadcast que ainda não tinha conhecimento da ação e que irá estudar as "medidas de defesa cabíveis". Penido disse ainda que a "destituição dos executivos ocorreu por meio do voto de cinco conselheiros" e que seu voto foi "baseado em fatos e provas levantadas por auditorias interna e externa".

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'Ilícita'

Segundo a ação ajuizada na 5ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, a destituição dos três executivos argentinos foi "ilícita", já que não contou com o consenso que é previsto no acordo de acionistas da Usiminas. O documento diz ainda que Penido imputou aos executivos citados "uma conduta ilegal e antiética", ao dizer que os argentinos teriam recebido dinheiro de forma irregular.

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Outra alegação é de que Penido é "representante do acionista Nippon Steel", já que presta serviços de consultoria à companhia. Além disso, afirma que os valores citados como irregulares foram, na verdade, aprovados por meio de uma política de remuneração e benefícios, que teria passado pelo aval do próprio conselho.

A alegação para a destituição em setembro foi de que os três executivos teriam recebido pagamentos indevidos, identificados por meio de auditoria interna.

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"Como se sabe, a concessão de determinados benefícios a profissionais originários de outros países - caso dos autores - é uma praxe de mercado, justificada como forma de realizar a devida compensação com relação aos ganhos e benefícios auferidos na origem e com o deslocamento para atuação em um país estrangeiro", de acordo com a ação.

A ação diz ainda que Penido teria seguido um "plano a pedido de seus mandantes", para "conferir respaldo às ações da Nippon", que acabaram provocando a destituição dos executivos. Segundo o texto, Penido deu declarações à imprensa que "põem em jogo a idoneidade moral dos demandantes".

Penido entrou em novembro com uma representação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por conta do imbróglio envolvendo a briga societária na siderúrgica mineira. Conforme informações que constam no site da autarquia, a alegação foi de que houve "tentativa de obstrução ao funcionamento do conselho de administração".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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