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Exportação de carne suína do Brasil cresce 26,5% em fevereiro

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de carne suína do Brasil, entre in natura e processados, cresceram 26,5 por cento em fevereiro ante igual mês de 2018, para 54,1 mil toneladas, informou a associação da indústria ABPA nesta quarta-feira.

O crescimento nos embarques ocorre principalmente em função das exportações à Rússia, que retomou importações após um embargo ao longo do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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Enquanto isso, a China mantém fortes suas compras do produto brasileiro, ainda que em fevereiro as exportações para o país asiático tenham tido leve queda de 0,5 por cento na comparação anual, para 11,89 mil toneladas, segundo dados da ABPA.

A ABPA relatou ainda que a receita gerada pelos embarques de carne suína foi de 100,1 milhões de dólares em fevereiro, alta de 13,5 por cento ante um ano atrás.

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No dois primeiros meses de 2019, as exportações da proteína avançaram 5,6 por cento volume, para 102,6 mil toneladas, mas caíram 4 por cento em receita, para 191,7 milhões de dólares.

"A forte elevação das vendas de carne suína para a Rússia e para outros mercados aponta para um horizonte otimista nas exportações do setor. Neste contexto de recuperação de vendas, é importante manter fluxo de embarques em diversos mercados, para reduzir a dependência em torno de poucos destinos de exportação", afirmou em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra.

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A Rússia passou quase todo o ano passado praticamente sem comprar carne suína do Brasil, após um embargo estabelecido em dezembro de 2017, na esteira de inconformidades identificadas por Moscou em alguns lotes do produto.

O mercado russo foi reaberto no fim de 2018 e, conforme a ABPA, no primeiro bimestre deste ano o país euroasiático comprou 11 mil toneladas de carne suína brasileira, ocupando a terceira posição entre os maiores importadores.

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A China está na liderança, tendo importado 20,6 mil toneladas entre janeiro e fevereiro, ou 20,4 por cento do total.

O gigante asiático está mais dependente da proteína de outros locais em razão de surtos de peste suína africana, que têm levado produtores a abater milhares de animais.

Hong Kong ocupa a segunda posição entre os maiores importadores de carne suína, tendo comprado 20,3 mil toneladas no bimestre.

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(Por José Roberto Gomes)

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