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Exportadores de petróleo do Oriente Médio devem perder até US$300 bi este ano, diz FMI

Economia|Do R7

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WASHINGTON (Reuters) - As economias exportadoras de petróleo do Oriente Médio e da Ásia Central devem perder até 300 bilhões de dólares neste ano com os preços menores da commodity, disse nesta quarta-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Economias que são particularmente dependentes de exportações de petróleo, incluindo Catar, Iraque, Líbia e Arábia Saudita, serão as mais atingidas pela queda de mais de 50 por cento dos preços do petróleo, afirmou o FMI na atualização de suas perspectivas para a Ásia Central e Oriente Médio.

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Os preços do petróleo estão agora variando perto de mínimas em seis anos, em meio a expectativas de uma abundância de oferta atrelada à inesperada alta produção de petróleo não convencional dos Estados Unidos.

O FMI disse, no entanto, que a queda dos preços do petróleo não se traduz imediatamente em importantes ganhos para os importadores de petróleo da Ásia Central e Oriente Médio, devido à desaceleração do crescimento dos principais parceiros comerciais na zona do euro e da Rússia.

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O FMI cortou, nesta semana, suas previsões para o crescimento da economia mundial neste ano a 3,5 por cento, ante perspectiva em outubro de crescimento de 3,8 por cento, e reduziu significativamente as projeções para os exportadores de petróleo Rússia, Nigéria e Arábia Saudita.

O FMI disse que é esperado que quase todos os países exportadores de petróleo do Oriente Médio e da Ásia Central tenham déficit fiscal neste ano por causa do choque do preço do petróleo, o que levou o FMI a rebaixar as perspectivas de crescimento da região em até 1 ponto percentual em comparação com o seu previsões outubro, para 3,4 por cento para 2015.

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Os importadores de petróleo terão ganhos menores do que as perdas dos exportadores, já que suas economias são menos dependentes do preço do petróleo, disse o FMI.

(Reportagem de Anna Yukhananov)

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