Falta de consenso e ação no STF podem adiar votação da MP do frete
Se não for votada até quinta-feira, decisão fica para depois do recesso parlamentar, que tem início na próxima semana
Economia|Do R7

Uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) e a falta de consenso entre os deputados da bancada ruralista podem adiar a votação da MP do frete (832) nesta terça-feira (10) e jogar a decisão para depois do recesso parlamentar, que tem início na próxima semana.
O deputado federal Evandro Gussi (PV-SP) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar suspender a aprovação do parecer da MP (Medida Provisória) 832 pela Comissão Especial no Congresso Nacional, na semana passada.
A MP estabeleceu preço mínimo para o frete rodoviário. O processo está com a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, responsável por despachar sobre pedidos que chegam ao STF durante o recesso.
Efeito da greve dos caminhoneiros nos preços deve se dissipar este mês
Paralelamente, a bancada ruralista não chegou a um consenso sobre o projeto após horas de reunião. "Cada deputado vai votar de acordo com sua consciência", afirmou a deputada presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), deputada Tereza Cristina (DEM-MS).
"São muitas variáveis nessa MP que entre nós tem dado um debate muito bom, mas não há um consenso", disse. A deputada não citou o mandado, mas disse que a MP pode ser votada hoje dependendo da pauta. "Temos três medidas provisórias para serem votadas hoje e ainda sessão do Congresso para votar os PLNs (Projeto de Lei do Congresso Nacional). Mas existe esse acordo de se tentar colocar em votação", afirmou. O relator da matéria espera que o projeto seja votado ainda nesta terça.
Greve dos caminhoneiros fez investimento despencar no país
Até segunda-feira (9), ele ainda buscava um acordo com os representantes das empresas, principalmente os do agronegócio, para avançar com a proposta. O deputado acredita ter os votos necessários para a aprovação. O texto não diz o valor dos pisos. Determina que eles serão calculados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), levando em conta o tipo da carga, a distância, o preço do diesel e os custos de pedágio.
Depois de aprovado no plenário da Câmara, o texto ainda precisa passar pelo plenário do Senado para ser convertido em lei. Se essas etapas não forem superadas até 7 de outubro, a MP perde validade e o tabelamento deixa de vigorar.















