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Fim da escala 6x1 pode estimular a inflação e a informalidade no Brasil, diz professor

Comissão especial da Câmara dos Deputados vota a PEC nesta quarta-feira (27)

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PEC para o fim da escala 6x1 será votada pela comissão especial da Câmara dos Deputados em 27 de setembro.
  • O professor José Ronaldo Souza Júnior alerta que a medida pode estimular a inflação e aumentar a informalidade no Brasil.
  • Regiões como Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste podem enfrentar dificuldades devido à baixa disponibilidade de mão de obra.
  • Empresários podem buscar reduzir custos contratando novos funcionários com salários iniciais ou substituindo mão de obra por máquinas.

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A PEC (proposta de emenda à Constituição) para o fim da escala 6x1 será votada pela comissão especial da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27). Em entrevista ao Jornal da Record News, o professor de economia José Ronaldo Souza Júnior analisa que a implementação do projeto pode estimular a inflação e aumentar a informalidade no Brasil.

“No Brasil, temos uma informalidade muito grande. Quando se compara com outros casos em que foram feitas as coisas não exatamente iguais, mas parecidas, de redução de carga horária e não de redução de jornada, muitas vezes você está comparando com países que têm uma informalidade muito baixa, o que não é o caso do Brasil”, explica Souza Júnior.


PEC prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais Reprodução/Record News

Segundo o professor, as regiões mais afetadas serão o Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste do país: ”São as regiões que mais crescem e que, hoje, têm muito pouca disponibilidade de mão de obra. Se for necessário substituir parte dessa mão de obra, contratando mais gente, haverá dificuldade. Há um mercado de trabalho bastante, como a gente diz, apertado, com uma taxa de desemprego baixa, especialmente nessas regiões, onde há muitas pessoas nesse tipo de escala, trabalhando 44 horas semanais".

Souza Júnior ainda alerta para um possível movimento dos empresários para reduzir custos, caso a PEC seja aprovada: “Muitas vezes você não pode diminuir o salário da pessoa que estava empregada, mas se a empresa fizer uma renovação da sua equipe, ela pode contratar com o salário inicial”.


Por fim, o docente diz que a produtividade pode aumentar em alguns locais, mas pondera que, com a mão de obra mais cara, pode haver uma substituição por máquinas. “Com o aumento dos custos trabalhistas, é possível que você acabe caminhando para a viabilidade de algumas tecnologias que, no fim das contas, aumentam a produção para o mesmo número de pessoas”, frisa.

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