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Fim da escala 6x1 pode gerar aumento de até R$ 95 bi nos custos aos estados, diz CNI

São Paulo, Minas Gerais e Paraná seriam estados mais afetados e perderiam 26 milhões de empregos formais, segundo confederação

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fim da escala 6x1 pode gerar aumento de até R$ 95,83 bilhões nos custos dos estados com empregados formais.
  • São Paulo, Minas Gerais e Paraná seriam os estados mais afetados, com uma perda de até 26 milhões de empregos formais.
  • A redução da jornada de trabalho pode elevar custos anuais em até R$ 267,2 bilhões, impactando 7% da folha de pagamentos das empresas.
  • Estudos apontam que uma jornada reduzida resultaria em aumento de 10% no valor da hora trabalhada, podendo prejudicar a atividade econômica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Proporção maior do total de custos se daria em SP, um dos estados mais afetados, além de MG e PR Paulo Pinto/Agência Brasil - Arquivo

Uma eventual redução da jornada de trabalho no Brasil, como proposto pelo projeto que dá fim à escala 6x1, geraria um aumento estimado de até R$ 95,83 bilhões nos custos dos estados com empregados formais, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A proporção mais considerável desse total seria referente ao estado de São Paulo, um dos principais afetados. Além dele, Minas Gerais e Paraná teriam os maiores custos adicionais e a perda de até 26 milhões de vagas formais, segundo a confederação da indústria.


A CNI informou que os dados variam de acordo com a estrutura produtiva de cada estado, o peso do emprego formal nas economias deles e a proporção de trabalhadores com jornadas próximas à de 44 horas semanais.

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No cenário anual, em que os custos poderiam ser elevados em até R$ 267,2 bilhões, o acréscimo seria estimado em 7% na folha de pagamentos das empresas. Para a CNI, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais “teria impacto expressivo e desigual sobre a economia brasileira”.


“Os valores representam o custo adicional anual que as empresas teriam para manter a produção atual, considerando o pagamento de horas extras para cobrir a redução do tempo de trabalho”, detalha.

Segundo a pesquisa, entre os estados mais afetados estão:


  • Minas Gerais: custo de R$ 25,55 bilhões a mais | 6,09 milhões de vínculos formais a menos
  • Paraná: custo de R$ 19,58 bilhões a mais | 3,72 milhões de vínculos formais a menos
  • Rio Grande do Sul: custo de R$ 17,67 bilhões a mais | 3,29 milhões de vínculos formais a menos
  • Santa Catarina: custo de R$ 17,13 bilhões a mais | 2,86 milhões de vínculos formais a menos
  • Rio de Janeiro: custo de R$ 17,96 bilhões a mais | 3,29 milhões de vínculos formais a menos

O levantamento sustenta que a redução da jornada teria como efeito imediato o aumento aproximado de 10% no valor da hora trabalhada regular para empregados cujo contrato passe das 40 semanais. “E, caso as horas reduzidas não sejam repostas, a redução do limite semanal resultará em queda da atividade econômica”, defende a CNI.

Cenários analisados

A CNI analisou dois cenários: em um deles, as empresas manteriam o total de horas trabalhadas por meio do pagamento de horas extras; no segundo, a recomposição ocorreria com as horas reduzidas cumpridas por outros trabalhadores, para preservar o volume de trabalho.


No primeiro caso, as indústrias da região Sul sofreriam o maior impacto, com aumento estimado de até 8,1% nos custos. Já no Sudeste, haveria o segundo maior impacto (7,3%), seguido do Nordeste (6,1%) e das regiões Norte e Centro-Oeste (5,5% cada).

No segundo cenário, em que a recomposição das horas reduzidas envolveria a contratação de outros trabalhadores, os percentuais de aumento seriam menores, mas a ordem regional, em termos percentuais, seria a mesma: Sul (5,4%); Sudeste (4,9%); Nordeste (4,1%); e Norte e Centro-Oeste (3,7% cada). No Sudeste continuaria concentrando o maior impacto absoluto, com custos estimados em R$ 95,8 bilhões a mais.

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