Fiscalização do frete: medida do governo pode ser ‘insuficiente’, diz economista
Segundo Ricardo Buso, mecanismo regulatório não costuma acompanhar a velocidade do mercado
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério dos Transportes e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) anunciaram, nesta quarta-feira (18), um pacote de medidas para intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para caminhoneiros. O governo federal deve contar com um convênio que irá auxiliar no aumento da fiscalização, tanto de forma presencial quanto tecnológica.
As medidas foram tomadas para punir empresas que descumprirem regras federais que contribuem com a segurança de trabalhadores do setor. Segundo o economista Ricardo Buso, os caminhoneiros já provaram uma capacidade de articulação muito grande, e isso é muito complicado politicamente para o governo, não só por ser um ano eleitoral, mas também do ponto de vista econômico.

Para o economista, o pacote anunciado pelo governo, porém, pode ser insuficiente para resolver o problema: “É arriscado ter um instrumento regulatório que prevê correção da tabela a cada seis meses, ordinariamente, ou a cada 5%, 10% de alta em caráter extraordinário, contra um mercado aberto 24 horas por dia, que fecha preço a cada segundo, com capacidade de corrigir preços em um final de semana, por exemplo”.
“Sempre que tem uma competição entre um mecanismo regulatório e a velocidade de mercado, normalmente o mecanismo regulatório é insuficiente para acompanhar”, diz em entrevista ao Conexão Record News.
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