Focus: tensões no Oriente Médio elevam projeção da inflação para 2026 pela quarta semana seguida
Os conflitos internacionais pressionam as cotações do petróleo e impactam a economia brasileira
Economia|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O mercado financeiro elevou, pela quarta semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2026. Segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, a mediana para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,31% para 4,36%.
A mudança é impulsionada, principalmente, pelos conflitos no Oriente Médio, que pressionam as cotações internacionais do petróleo. A nova projeção, porém, ainda está dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual sobre o centro da meta, estabelecida em 3%.
Para 2027, a projeção do IPCA de 2027 aumentou de 3,84% para 3,85%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 70 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3 93% para 3,96%.
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Selic
Para conter o avanço dos preços, o mercado mantém a aposta em uma taxa de juros elevada. A mediana para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 12,50%. No mês passado, a taxa esperada era de 12,13%.
No último dia 18, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o primeiro corte de juros em quase dois anos, ao fazer uma redução na Selic, de 15% para 14,75% ao ano.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a necessidade de cautela. Em coletiva recente,ele afirmou que a autoridade monetária está “comprando tempo” para analisar os efeitos do choque do petróleo:
“O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, pontuou o presidente do BC, sinalizando uma condução vigilante.
PIB
Apesar do cenário inflacionário mais pressionado, a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026 manteve-se estável em 1,85%.
O número coloca o mercado financeiro em um patamar de otimismo superior ao do próprio Banco Central, que projeta uma alta de 1,6% para o PIB no mesmo período, conforme o último Relatório de Política Monetária (RPM). Contudo, o dado de curto prazo acende um alerta: as projeções colhidas nos últimos cinco dias úteis para o PIB recuaram de 1,91% para 1,81%, sugerindo que o otimismo pode estar arrefecendo.
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