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Fornecimento de energia preocupa indústria automotiva

Em São Paulo e no Rio, preocupação se estende também para o abastecimento de água

Economia|Do R7

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Executivo tem receio de uma alta significativa do preço da energia
Executivo tem receio de uma alta significativa do preço da energia

Além dos impostos elevados e da falta de infraestrutura, o que aflige a indústria automobilística atualmente é um possível racionamento de energia elétrica no próximo ano. Em Estados como São Paulo e Rio essa preocupação se estende também para o abastecimento de água.

Para François Dossa, presidente da Nissan, não há certeza se o vai haver energia suficiente para o setor no próximo ano. Segundo ele, além da escassez, "tem o problema da falta de qualidade da energia".


O executivo relata que tem sido constantes picos de queda da frequência no fornecimento da energia na fábrica de Resende (RJ), inaugurada no início do ano.

— O problema é maior com a linha de pintura, pois quando isso ocorre temos de parar o processo e refazer toda a pintura dos carros que estão na linha; isso gera custos extras.


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Ele também tem receio de uma alta significativa do preço da energia.

— Como explico para a matriz no Japão que temos riscos de faltar energia e que o preço pode subir 30%?


O executivo afirma ainda que a empresa fez a parte dela, com um investimento de R$ 2,6 bilhões na nova fábrica. De acordo com ele, cinco fornecedores do Japão "que estão de cabelo em pé" com a situação.

Produzir no Brasil é 23% mais caro que nos Estados Unidos. Confira no vídeo abaixo:

Dossa teme ainda que a disputa entre os governos de São Paulo e Rio pelas águas da Bacia do Rio Paraíba do Sul também possa impactar a produção. "É uma ameaça", diz.

O presidente da PSA Peugeot Citröen, Carlos Gomes, é outro que reclama de problemas com a frequência do fornecimento de energia na fábrica do grupo em Porto Real (RJ).

— Tem sido um problema.

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A Honda inicia em novembro as operações de um parque eólico na cidade de Xangri-Lá (RS), que fornecerá 100% da energia da fábrica do grupo em Sumaré (SP).

Segundo Roberto Akiyama, vice-presidente da Honda, o projeto faz parte de um programa mundial do grupo de reduzir os níveis de emissão de poluentes. A Volkswagen, que tem duas pequenas centrais hidrelétricas (PCH), está conseguindo gerar 40% em energia para as fábricas do grupo.

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