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Fusão entre TIM e Oi depende de regras do setor no Brasil, diz presidente da Telecom Italia

Economia|Do R7

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Por Luciana Bruno

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, disse nesta terça-feira que uma eventual fusão entre sua controlada no Brasil, a TIM Participações, e a Oi dependerá de uma atualização do marco regulatório da telefonia fixa no país.

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"Qualquer oportunidade com telefonia fixa implica investimentos grandes, precisa de marco regulatório atualizado", disse Patuano a jornalistas após palestra em evento do setor. "É certo que o marco regulatório vai mudar. Acredito que será em 2016, pois é importante (essa mudança) para favorecer investimentos em telefonia fixa."

Patuano voltou a negar que a TIM esteja em negociações com Oi ou o fundo russo LettterOne para uma eventual fusão. "Tudo o que tínhamos que dizer está no fato relevante", declarou o executivo em referência a comunicado da operadora brasileira enviado ao mercado na véspera. Porém, Patuano afirmou que "o resultado da atualização (do marco regulatório da telefonia fixa) é o que pode viabilizar a possibilidade de convergência" entre as empresas.

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"No modelo atual, há algumas incertezas, em particular a reversibilidade dos ativos em 2025, se tivermos que fazer alguns bilhões de reais em investimento é delicado", disse Patuano. Ele se referiu aos bens públicos, como ativos de redes e imóveis, que foram concedidos às operadoras de telefonia fixa quando da assinatura dos contratos de concessão em 2005. Pelas regras atuais, eles precisam ser devolvidos à União no fim dos contratos.

O executivo reafirmou que o mercado brasileiro é um ativo "core" (importante) para a Telecom Italia. Segundo Patuano, apesar da TIM ainda não divulgar números, a empresa pretende ampliar os investimentos em redes no Brasil em 2016, principalmente em telefonia móvel de quarta geração (4G).

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"Haverá aceleração dos investimentos da TIM no Brasil", disse Patuano, completando que mesmo no cenário macroeconômico ruim, a empresa é investidor de longo prazo. "Não há problema que não se pode enfrentar. Podemos ver pelo outro lado, o real está barato para investidores em euro."

Sobre o nível de endividamento da Oi, de 34,6 bilhões de reais, Patuano declarou que todas as companhias, não somente a operadora brasileira, enfrentam momento em que o montante total de investimentos necessários é grande.

"Então, ter solidez financeira é importante. A TIM tem dívida muito baixa, então acho que isso tem que ser avaliado na situação global da Oi." A TIM encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de 2,65 bilhões de reais e uma alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) de 0,48 vez.

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