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Galp não vê alterações em seus projetos no Brasil após escândalo da Petrobras

Economia|Do R7

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LISBOA (Reuters) - A Galp Energia não espera grandes alterações em projetos no Brasil, onde é parceira da Petrobras, empresa que deverá apresentar um novo plano estratégico em breve para deixar para trás o escândalo de corrupção na qual está envolvida, afirmou o novo presidente da Galp.

"A Petrobras nesta altura só apresentou resultados, aquilo que é referente ao fechamento das contas de 2014. O 'update' estratégico da Petrobras, julgo que será apresentado dentro dos próximos dois meses", afirmou Carlos Gomes da Silva, aprovado neste mês por acionistas como presidente da Galp.

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Envolvida em um escândalo de corrupção, a Petrobras só apresentou na semana passada os resultados financeiros de 2014, aproveitando também para divulgar os do terceiro trimestre auditados, com cinco meses de atraso.

A Petrobras registrou um prejuízo de 21,6 bilhões de reais no ano passado após contabilizar perdas de 6,2 bilhões de reais por corrupção na investigação Lava Jato, e o presidente Ademir Bendine afirmou que a divulgação dos resultados pode trazer a normalidade de volta à empresa.

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A Petrobras disse na semana passada que espera apresentar seu plano de negócios para o período de 2015 a 2019 em maio.

"Não antecipamos que haja mudanças nas áreas em que a Galp está envolvida, principalmente no BM-S-11, que é para nós crítico e importante", disse Gomes da Silva, em coletiva de imprensa.

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"É um projeto prioritário, é um projeto e uma área absolutamente crítica para o desenvolvimento da própria Petrobras e, portanto, nós não antecipamos qualquer alteração em relação ao que estava no plano de negócios apresentado em março do ano passado", frisou.

O bloco BM-S-11 contém o campo de Lula, principal produtor do pré-sal da Bacia de Santos. Em fevereiro, foi a segunda maior produtora de petróleo do país, com 267 mil barris por dia.

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Sobre o negócio de 70 bilhões de dólares anunciado pela Shell neste mês para adquirir a BG Group, parceira da Galp e da Petrobras no Brasil, o presidente respondeu que pode ser positivo para a Galp.

"Olhamos para essa operação de uma maneira muito positiva, acho que ela deu o real valor, mesmo num contexto de mercado difícil, aos ativos que a Galp dispõe no Brasil", acrescentou.

Questionado se no ambiente atual do setor a Galp pretende vender algum ativo no Brasil, o executivo declarou: "esse evento (da Shell com a BG) veio para dar maior visibilidade à Galp".

"Temos hoje o nosso plano de investimento plenamente financiado, nessa medida não antecipamos qualquer 'disposal' de ativos no Brasil," explicou.

"Ao contrário, estaremos seguramente muito atentos a todas as oportunidades, quer no Brasil quer noutras geografias, para de alguma forma sempre poder capturar mais valor," concluiu.

(Por Shrikesh Laxmidas)

((Tradução Redação Rio de Janeiro, 5521 2223-7104)) REUTERS MN LB

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