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Governo corta pela metade projeção de recursos para Plano Rural com LCAs, a R$21 bi

Economia|Do R7

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Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) cortou praticamente pela metade a estimativa de recursos que serão ofertados de crédito agrícola com o direcionamento de recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) na Safra 2016/2017.

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A nova estimativa foi divulgada nesta terça-feira, após o CMN aprovar as novas regras de direcionamento de recursos captados por meio de LCAs para o crédito rural, que já haviam sido anunciadas pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff, no início de maio.

Na ocasião, o governo da presidente Dilma estimou que as mudanças levariam a um direcionamento de 40,25 bilhões de reais, ou 23,8 por cento do total previsto para custeio e comercialização no âmbito do Plano Safra 2016/2017.

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A nova equipe do governo do presidente interino Michel Temer estimou o direcionamento em 21 bilhões de reais.

Segundo o chefe de gabinete da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural do Banco Central, José Reynaldo Furlani, as projeções divulgadas nesta terça são "bem conservadoras", seguindo orientação do governo do presidente interino Michel Temer.

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"A gente tem tentado ser o mais realista possível", afirmou.

Pelas novas regras, 35 por cento de quaisquer LCAs, independentemente do lastro, devem ser direcionadas para o produtor rural. Segundo o BC, dos 21 bilhões de reais estimados para o setor com a medida, 9 bilhões de reais serão em operações com taxas controladas de até 12,75 por cento ao ano, e outros 12 bilhões de reais em operações com taxas livres.

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Antes, o Ministério da Agricultura tinha estimado que seriam 10,25 bilhões de reais a juros controlados e outros 30 bilhões de reais a juros livres.

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OUTRAS MUDANÇAS

Em outro voto divulgado pelo Banco Central, o CMN também prorrogou a dedução do encaixe obrigatório sobre recursos de depósitos de poupança. Em nota, o BC reforçou que a medida tem impacto restrito às instituições de menor porte, sendo a prerrogativa mantida em 200 milhões de reais até dezembro deste ano, passando a 100 milhões de reais entre janeiro e dezembro de 2017, quando será extinta.

Em outra frente, o CMN prorrogou o prazo para aplicação de critérios contábeis previstos em resolução que aprimora registros contábeis de dependências e investimentos em coligadas e controladas no exterior detidos pelas instituições financeiras, buscando ofertar "tempo adequado" para os ajustes.

O CMN também aprovou outros votos agrícolas, incluindo ajustes nos financiamentos agrícolas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nas regras gerais do crédito rural e no Programa de Agricultura Familiar (Pronaf).

As medidas entram em vigor a partir de 1º de julho. O CMN também aprovou voto que deixa explícita a exigência de comprovante de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), a partir de maio de 2017, como condição para a concessão de crédito rural no país.

O secretário-adjunto de Política Agrícola e Meio Ambiente, Ivandré Montiel, afirmou que as mudanças nos empréstimos via BNDES não trazem nenhum custo para o Tesouro Nacional e representam apenas uma "reorganização interna".

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