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Governo de MG está atento à crise na Usiminas, diz secretário

Economia|Do R7

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O secretário de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, disse que o governo estadual está atento à situação desfavorável da Usiminas. "O governador está atento, já fez interlocução com seus controladores. A empresa é patrimônio dos mineiros, já foi estatal, e precisa retomar seu papel importante dentro do segmento e no Estado, resolvendo principalmente suas questões de governança", disse, ressaltando que não há interesse do governo estadual de fazer aportes na companhia. "Até por que não temos recursos", falou.

Nesta quinta-feira, 28, diante do cenário adverso para o setor industrial, principalmente para o mercado de aço, a empresa informou que pretende reduzir a jornada de trabalho para as áreas administrativas em um dia útil por semana, com redução de salário proporcional, por tempo indeterminado, mas seguindo prazos da lei.

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Ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a empresa informou que 3 mil funcionários serão atingidos com a medida em todo o País. Entretanto, a proposta depende ainda de negociações com os sindicatos. A medida vem na sequência do anúncio de desligamento de dois alto-fornos, um em Cubatão (SP) e outro em Ipatinga (MG). A empresa, desde o ano passado, ainda conta com a disputa societária entre seus controladores, a Nippon Steel e a Ternium-Technit.

Magalhães ainda comentou que o próprio governador e sua equipe estão, em conversas reservadas, reunindo as principais siderúrgicas do Estado. Além da Usiminas, participam dessas reuniões, CSN e Gerdau. "Mesmo sem ser acionistas das empresas, queremos realinhar as empresas desse segmento que atuam em Minas. Elas têm que se modernizar e se relacionar com as nossas grandes mineradoras, principalmente a Vale, para diversificar atuação e ficarem mais competitivas no cenário internacional, já que o minério de ferro deverá ficar entre os US$ 45 e US$ 50/tonelada, mudando o padrão da economia do Estado", disse.

Ele não quis dar detalhes do que estaria sendo negociado entre as companhias, mas disse que o governo apenas está "cumprindo seu papel organizador e planejador da economia estadual" e "facilitando ambiente de negociações, quebrando o gelo entre as empresas".

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