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Governo espera melhora em relação comercial com Argentina após eleição de Macri, dizem fontes

Economia|Do R7

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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro viu com satisfação a vitória do oposicionista Maurício Macri na eleição presidencial argentina e espera avanços na relação comercial entre Brasil e Argentina, em dificuldades desde o agravamento da crise econômica no país vizinho, disseram à Reuters fontes do governo.

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Apesar das supostas afinidades ideológicas com o governo da atual presidente argentina, Cristina Kirchner, a expectativa do governo brasileiro, disseram as fontes, é que Macri, eleito pela coligação de centro-direita Cambiemos, destrave as barreiras comerciais impostas pela atual administração argentina nos últimos dois anos, desde o agravamento da crise econômica no país.

A presidente Dilma Rousseff ligou na manhã desta segunda-feira para cumprimentar o presidente eleito e convidá-lo a vir o mais rapidamente possível ao Brasil, antes mesmo da sua posse, marcada para 10 de dezembro.

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No telefonema, de menos de 10 minutos, Macri disse a Dilma que pretende “dar uma nova vitalidade ao Mercosul” e ter “uma relação mais fluida e dinâmica com o Brasil”, de acordo com informações da secretaria de imprensa da Presidência, e afirmou que tentará vir a Brasília antes da posse. Se não puder, disse, tentará fazer ao Brasil sua primeira viagem internacional como presidente.

Nos últimos dois anos, apesar das tentativas de resolver os impasses e da criação de várias mesas de negociação, pouco se evoluiu e periodicamente produtos brasileiros são parados na fronteira por falta de autorizações de importação concedidas pelo governo aos seus empresários.

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Até outubro deste ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a corrente de comércio entre os dois países já caiu 19 por cento. Desde 2011, quando atingiu o auge, a queda já passa de 30 por cento, em todos os setores, incluindo automóveis, linha branca e alimentos.

De acordo com as fontes do governo, apesar das diferenças ideológicas, a vitória de Macri é vista pelo governo como uma esperança de evolução na relação, para que seja mais “dinâmica”, como disse o próprio presidente eleito, já que, apesar da suposta boa relação entre Dilma e Cristina, os problemas com o país vizinho nunca foram resolvidos.

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Em suas entrevistas, Macri tem afirmado que quer abrir a Argentina para o mundo e encontrar espaços de comércio exterior, o que beneficiaria o Brasil, parceiro mais próximo.

Mesmo com Daniel Scioli, o candidato do kirchnerismo, a expectativa brasileira era de que fosse possível melhorar a relação, já que o candidato, apesar de ser apoiado por Cristina, tinha um discurso de maior abertura comercial.

Scioli veio ao Brasil como candidato e foi recebido por Dilma. Ao sair da audiência, afirmou ter ouvido da presidente que ela “torcia por seu triunfo”, porque seria importante para a região – o que não foi confirmado pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que apenas disse que o Brasil daria apoio caso Scioli fosse eleito.

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