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Governo garante leilão de Libra mesmo com apenas uma oferta

"O importante é que haja participante, um ou mais de um", diz o ministro Edison Lobão

Economia|Do R7

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"Não podemos aceitar o pessimismo", defendeu o ministro
"Não podemos aceitar o pessimismo", defendeu o ministro

Cerca de 48 horas antes da realização do leilão de Libra, a maior área de petróleo do pré-sal brasileiro, o Ministro de Minas e Energia foi a público para garantir a realização da disputa, apesar de protestos de movimentos sociais e mesmo que apenas um consórcio apresente oferta. Edison Lobão convocou entrevista coletiva na tarde deste sábado, em Brasília.

— Não sabemos dizer quantos consórcios irão participar desse leilão. Isso importa, mas importa pouco. O importante é que haja participante, um ou mais de um.


O ministro repetiu que nove das 11 empresas habilitadas apresentaram garantias financeiras, e manifestou otimismo quanto à disputa.

— A empresa que apresenta garantia, que não é pequena, há de se supor que está interessada em participar do leilão.


Movimentos sociais, especialmente sindicatos, têm realizado manifestações contrárias ao leilão nos últimos dias, pedindo o cancelamento da licitação. Os protestos incluem uma greve de trabalhadores da Petrobras por tempo indeterminado iniciada na quinta-feira.

O Exército vai participar do esquema de segurança do leilão, marcado para a tarde de segunda-feira em um hotel na zona oeste do Rio de Janeiro. E o ministro garante que o leilão vai ocorrer.


— Não podemos aceitar o pessimismo, as críticas infundadas. Ocorrerá o leilão.

Onze empresas, a maioria asiáticas, se inscreveram para participar do certame. Elas podem formar consórcios para apresentar ofertas, mas em qualquer que seja o grupo vencedor, será garantida uma participação de 30 por cento para a Petrobras. A estatal vai ser operadora exclusiva de Libra.

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