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Governo prepara duas ações para liberar R$ 17 bilhões do FGTS a endividados

Intenção do governo é priorizar trabalhadores de baixa e média renda e permitir que eles usem parte do saldo para quitar débitos

Economia|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília, e Deborah Hana Cardoso, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo federal planeja liberar até R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores endividados.
  • A primeira medida vai liberar R$ 7 bilhões para quem foi demitido sem justa causa e aderiu ao saque-aniversário.
  • Uma segunda proposta estudada visa liberar entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para trabalhadores quitarem dívidas de cartão de crédito.
  • As ações priorizam trabalhadores de baixa e média renda, restrictas a critérios de renda e limites de saques.

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Segundo integrantes do governo, benefício não será destinado a trabalhadores de alta renda Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 13.10.2020

O governo federal prepara duas medidas provisórias para liberar até R$ 17 bilhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) com o objetivo de ampliar o acesso de trabalhadores ao próprio dinheiro e ajudar na redução do endividamento das famílias.

Segundo apurou a RECORD, a primeira iniciativa prevê a liberação de aproximadamente R$ 7 bilhões que permanecem retidos nas contas de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.


Hoje, quem opta pela modalidade perde o direito de sacar integralmente o saldo do FGTS em caso de demissão e recebe apenas a multa rescisória de 40%, além das parcelas anuais previstas pelo saque-aniversário.

Segundo fontes do governo, a proposta busca devolver aos trabalhadores a diferença que permaneceu bloqueada nas contas após as retiradas parciais. Na prática, trata-se do saldo residual que ficou retido mesmo após os saques anuais realizados pelos beneficiários.


A estimativa é de que cerca de 10 milhões de trabalhadores sejam contemplados pela medida.

Uso para quitar dívidas

Além disso, o governo estuda uma segunda ação para liberar entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões do FGTS para trabalhadores endividados quitarem débitos de cartão de crédito.


Essa proposta ainda está em fase de análise e discussão interna, sem formato final definido, segundo relatos ouvidos pela reportagem.

Pelo desenho em estudo, os recursos seriam destinados exclusivamente a trabalhadores com conta ativa no FGTS e com dívidas em aberto no cartão de crédito. A ideia é permitir que esses trabalhadores utilizem parte do saldo disponível no fundo para quitar ou renegociar seus débitos.


O governo também avalia estabelecer limites para os valores que poderão ser sacados e critérios de renda para acesso ao benefício.

A intenção é priorizar trabalhadores de baixa e média renda, restringindo o alcance da medida a quem se enquadrar em determinada faixa salarial ainda em definição.

Segundo integrantes do governo, o benefício não será destinado a trabalhadores de alta renda.

De acordo com fontes envolvidas nas discussões, a liberação dos recursos não deve gerar impacto sobre o financiamento imobiliário, uma vez que o dinheiro movimentado já integra o patrimônio individual dos próprios trabalhadores.

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