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Governo recorre para realizar leilão de energia A-6 suspenso por liminar

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - As instituições responsáveis por promover o leilão de energia A-6, agendado para esta sexta-feira, atuam na esfera judicial para manter o certame, suspenso quinta-feira por decisão judicial do presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), disse a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O leilão do governo federal, que contratará novos empreendimentos de geração para entrada em operação a partir de 2024, iniciaria originalmente às 10h.

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A decisão do TRF-2 ocorreu após um dos interessados no certame, a Evolution Power Partners, conseguir liminar para obrigar a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a ajustar informações que haviam sido apresentadas previamente pela companhia, no momento da habilitação técnica de um projeto.

O presidente da corte argumentou que o objetivo é viabilizar a participação da Evolution Power Partners e ainda permitir que "todos os interessados possam, da mesma forma, apresentar ajustes nos cálculos da melhor proposta a ser escolhida".

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Embora liminares contra leilões do setor de energia não sejam raras e geralmente resultem apenas em adiamento até que a Advocacia-Geral da União (AGU) casse as decisões, o caso agora já está em segunda instância, o que pode tornar o processo mais longo, disse à Reuters o especialista em energia do Demarest Advogados, Pedro Dante.

"Para derrubar, é mais difícil que uma decisão de primeira instância... acho difícil que seja com celeridade", afirmou.

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Em junho, uma licitação de concessões para novas linhas de transmissão foi adiada por horas devido a uma ação movida por uma empresa que buscava garantir sua participação no processo competitivo após enfrentar um problema no aporte de garantias.

Naquela ocasião, o governo conseguiu um acordo, autorizando a participação da empresa, o que retomou o leilão.

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O advogado do Demarest criticou o que vê como "ativismo exacerbado" do Judiciário em questões técnicas do setor de energia, e disse que provavelmente o governo precisará recorrer internamente no TRF2 ou junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar seguir com o certame.

A Aneel não entrou em detalhes sobre a ação judicial, mas disse em nota que tem como objetivo "garantir a manutenção do certame na data programada" e que informará um novo horário para a licitação "assim que a questão for definida".

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(Por Luciano Costa)

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