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Greve atinge 100% da Petrobras na Bacia de Campos e refinarias; estatal age para evitar impacto

Sindipetro Norte Fluminense afirmou que é ‘um dos mais fortes movimentos de paralisação da categoria nos últimos anos’

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A greve dos petroleiros da Petrobras alcançou 100% de adesão nas plataformas da Bacia de Campos.
  • O movimento é considerado um dos mais fortes da categoria nos últimos anos, com 28 plataformas em paralisação.
  • A Petrobras mobilizou equipes de contingência para evitar impactos na produção e no abastecimento ao mercado.
  • Sindicatos denunciaram práticas ilegais de retenção de trabalhadores durante a greve e acionaram a Justiça e órgãos de fiscalização.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao todo, 28 plataformas da Bacia de Campos estão em greve Sergio Moraes/Reuters

A greve dos petroleiros da Petrobras alcançou 100% de adesão nas plataformas da Bacia de Campos, consolidando-se como “um dos mais fortes movimentos de paralisação da categoria nos últimos anos”, afirmou o Sindipetro Norte Fluminense, filiado à FUP (Federação Única dos Petroleiros).

“Ao todo, 28 plataformas da Bacia de Campos estão em greve, com 100% de adesão dos trabalhadores do Sistema Petrobras”, reiterou a FUP, em outro comunicado.

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“A forte e crescente adesão à greve mostra a disposição de luta pela retomada dos direitos perdidos, pela valorização dos trabalhadores e por uma Petrobras forte, pública e a serviço do povo brasileiro”, disse o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em nota.

O Sindipetro citou que a Bacia de Campos abriga campos importantes como Marlim e Roncador.

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Geralmente, durante greves, trabalhadores passam operações para equipes de contingência da estatal, de modo a evitar ou reduzir impactos operacionais em refinarias e plataformas de petróleo.

“As equipes de contingência da companhia foram mobilizadas onde foi necessário. Até o momento, não houve impacto na produção e o abastecimento ao mercado segue garantido, sem alterações”, disse a Petrobras.

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A Bacia de Campos, que no passado já foi o maior polo produtor de petróleo do Brasil, perdeu este posto para a Bacia de Santos, onde estão os campos gigantes do pré-sal, que geralmente operam com plataformas afretadas.

A Bacia de Campos produziu cerca de 750 mil barris/dia de petróleo em outubro, de um total de mais de 4 milhões de barris/dia no país, incluindo a produção de outras empresas, segundo dados da agência reguladora ANP.

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Roncador, citado pelo Sindipetro, produziu em outubro cerca de 80 mil boed (barris de óleo equivalente por dia), enquanto Marlim produziu 76 mil boed.

O sindicato afirmou que nesta quarta-feira (17) a mobilização ganhou visibilidade com um ato realizado a partir das 6h em frente ao Portão de Cabiúnas, em Macaé (RJ), “em protesto contra a falta de avanços nas negociações com a gestão da Petrobras”.

O Terminal de Cabiúnas funciona como um centro de processamento e escoamento, recebendo gás e petróleo da Bacia de Campos e do pré-sal.

A FUP informou também que, com a entrada da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Terminal de Suape, em Pernambuco, as nove refinarias de suas bases passaram a integrar o movimento grevista.

Com isso, segundo a FUP, a paralisação já atinge nove refinarias, além de 13 unidades da Transpetro, quatro termelétricas e duas usinas de biodiesel, além dos campos de produção terrestre da Bahia, da Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB), da Estação de Compressão de Paulínia (TBG) e da sede administrativa da Petrobras em Natal (RN).

Denúncia

Em nota, a FUP afirmou que denunciou juntamente com os sindicatos práticas “ilegais adotadas por gestores da Petrobras para dificultar a liberação de trabalhadores que aderiram à greve em plataformas e refinarias”.

Segundo levantamento da federação, há casos de trabalhadores mantidos por mais de 60 horas em unidades como a Reduc (RJ) e Regap (MG), e por quase 48 horas na Lubnor (CE) e na Refap (RS).

“As entidades sindicais acionaram a Justiça e órgãos de fiscalização, como o Ministério do Trabalho, que realizou diligência na Reduc para verificar as condições de saúde e habitabilidade dos trabalhadores retidos”, disse a FUP.

Em um comunicado divulgado mais cedo, a Petrobras afirmou que respeita o direito de manifestação dos empregados e disse que se mantém aberta ao diálogo com as entidades sindicais.

“As equipes de contingência da Petrobras estão preparadas e mobilizadas para continuar atuando na manutenção das operações, sem prejuízos na produção e no abastecimento ao mercado”, reiterou a estatal.

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