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‘Hoje a Petrobras não consegue segurar esse preço do diesel’, analisa economista

Boletim Focus aponta que mercado projeta maior inflação com menor redução da Selic em 2026

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Boletim Focus indica previsão de maior inflação e menor redução da Selic em 2026.
  • Economistas destacam o impacto da guerra no preço do diesel, afetando a economia brasileira.
  • O economista Miguel Daoud critica ações passadas da Petrobras que limitaram sua capacidade de controle sobre preços.
  • Pequena redução da taxa de juros deve ter pouco efeito na economia devido à pressão inflacionária existente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O novo Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, mostra que economistas do mercado financeiro projetam uma alta maior na inflação neste ano, além de uma redução menor na taxa de juros, a Selic. A pesquisa foi realizada na semana passada com mais de cem instituições financeiras. O maior temor é que o preço do petróleo pressione a inflação brasileira.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda, o economista Miguel Daoud confirma um possível impacto da guerra na economia brasileira, principalmente em relação ao diesel, do qual o país possui dependência internacional.


A imagem mostra duas mãos contando notas de dinheiro sobre uma superfície clara. As mãos seguram um pequeno maço de cédulas já dobradas, manipuladas entre os dedos. Ao fundo, parcialmente visíveis, encontram‑se um caderno ou envelope rosado e uma régua transparente apoiada sobre a mesa.
Economista aponta que redução de 0,25 na Selic não deve gerar muitos impactos Reprodução/Record News

Ele ressalta que o cenário poderia ter sido diferente se não fossem ações do passado, como vendas de ativos da Petrobras para pagar dívidas decorrentes da época da Operação Lava Jato.

“Ela perdeu essa capacidade absurdamente e hoje a Petrobras não consegue segurar esse preço do diesel. E isso, a inflação, o mercado sabe disso; isso que estou te falando não é uma novidade, o mercado sabe disso. Sabendo disso, o mercado se antecipa ao cenário futuro, que é realmente o impacto na inflação”, comenta.


Daoud ainda pontua que a redução pequena de 0,25 ponto percentual da taxa de juros, realizada na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), terá pouco resultado na economia e deve refletir como será o comportamento deste ano com essas pressões na inflação brasileira.

“Em decorrência de uma pressão inflacionária, isso vai tirar a possibilidade de uma redução de juros em função exatamente de uma pressão inflacionária que está vindo e que já está acontecendo”, finaliza.

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