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IABr reduz projeções para setor siderúrgico em 2017

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O setor que reúne produtores de aço do Brasil reduziu nesta terça-feira projeções para o desempenho da indústria neste ano, em meio à recessão atravessada pelo país, informou nesta terça-feira o Instituto Aço Brasil (IABr).

A estimativa divulgada em novembro passado para o crescimento das vendas de aço no Brasil em 2017 foi cortada quase que pela metade, passando de 3,6 para 1,3 por cento, a 16,7 milhões de toneladas. Já a previsão para o aumento do consumo aparente da liga no país foi reduzida de 3,5 para 2,9 por cento, a 18,7 milhões de toneladas.

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A entidade divulgou ainda que espera que a produção de aço bruto no Brasil em 2017 deve subir 3,8 por cento, para 32,5 milhões de toneladas. Em novembro passado o IABr não havia feito estimativas para a produção neste ano.

Segundo o presidente do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, o setor siderúrgico vai ser afetado pelo baixo crescimento da economia em 2017. "O governo vende imagem que temos retomada da economia em 2017 e isso não ocorreu, não ocorre e não vai ocorrer em 2017. Nos preocupa o discurso do governo sobre a retomada", disse ele a jornalistas nessa terça-feira.

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No primeiro trimestre deste ano, a produção brasileira de aço bruto cresceu 10,9 por cento ante igual período de 2016, refletindo a contabilização das operações da Companhia Siderúrgica do Pecém, que iniciou operações em meados do ano passado. Houve ainda no período a reativação de alto-forno da CSN, afirmou o IABr.

O aumento da produção foi em boa parte escoada para o mercado externo, cujas vendas cresceram 17,4 por cento no primeiro trimestre, segundo a entidade. As importações no período, favorecidas pelo câmbio e por eventuais reposições de estoques avançaram 73,1 por cento ante um ano antes.

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No mercado interno, as vendas de aço caíram 0,5 por cento, em razão do baixo nível da atividade econômica do país. "As coisas para economia não andaram e o presente não melhora", disse Lopes.

Entre as críticas feitas pelo IABr ao atual governo está a flexibilização de regras de conteúdo local em discussão em Brasília, que estão mais avançadas na área de óleo e gás. "Há medidas do governo na direção correta, como as reformas (trabalhista e da Previdência), mas tem que ter um olhar emergencial de curto prazo ... são 13 milhões de desempregados... Não conheço nenhum caminho para recuperação da economia que não passe pela indústria", afirmou o presidente do IABr.

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Desde 2014, após um auge do setor em 2013, até 2016, a indústria siderúrgica nacional fechou 46.788 postos de trabalho e adiou investimentos de 3,2 bilhões de dólares, segundo o IABr.

O IABr estima que somente depois de 2025 as vendas internas de produtos siderúrgicos no Brasil vão voltar ao patamar recorde de 24,3 milhões de toneladas registrado em 2013. A projeção considera um crescimento de 2,5 por cento do PIB em 2018 e 2019 e de 3,5 por cento nos demais anos. "Dado que a estimativa foi feita com bases otimistas e generosas, só voltaremos a esse patamar depois de 2025", disse Lopes.

Atualmente, a indústria siderúrgica nacional opera com 40 por cento de ociosidade, sendo que o ideal é no máximo 20 por cento, segundo a entidade.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

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