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Ibovespa avança acima de 51 mil pontos, guiado por exterior e alta do petróleo

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com o seu principal índice acima de 51 mil pontos pela primeira vez em quase um mês, amparado no quadro externo favorável, particularmente a alta dos preços do petróleo, e na falta de novos ruídos no cenário político local.

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O Ibovespa subiu 2,26 por cento, a 51.629 pontos. O volume financeiro somou 7 bilhões de reais.

No mercado, há a visão de que os ativos de risco no mundo seguem bem amparados pela avaliação de que há um ambiente de crescimento global fraco, mas sem risco elevado de recessão.

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Ao mesmo tempo, corroboram esse apetite o tom cauteloso do banco central dos Estados Unidos quanto ao aumento dos juros e manutenção de oferta de liquidez pelas demais autoridades monetárias das principais economias do globo.

Dados sobre o comércio exterior chinês estiveram sob os holofotes, apoiando os preços de commodities, enquanto o petróleo ainda encontrou suporte em números sobre estoques nos EUA e interrupções de produção na Nigéria.

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Wall Street fechou com o S&P 500 em alta e o Dow Jones acima de 18 mil pontos pela primeira vez desde abril.

No Brasil, ajudou a trégua nos ruídos políticos que vêm preocupando investidores por eventuais riscos à aprovação de medidas vistas como essenciais à economia do país, assim como repercutiu bem a aprovação do economista Ilan Goldfajn para comandar o Banco Central.

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DESTAQUES

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- PETROBRAS fechou com as preferenciais em alta de 8,93 por cento, beneficiadas pelo avanço dos preços do petróleo, além de dados de produção da companhia considerados fortes. O movimento foi ajudado também pelo anúncio de início do processo para venda de terminais de regaseificação no Rio de Janeiro e no Ceará, juntamente com as térmicas geradoras de energia associadas a eles.

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- CSN saltou 16,45 por cento e USIMINAS disparou 11,70 por cento, apesar de perspectivas mais fracas para a indústria de aço no país. As ações têm beta elevado o que ajuda a explicar a oscilação mais forte em relação ao Ibovespa. Em evento com companhias no setor, o presidente da ArcelorMittal Brasil e conselheiro do IABr, Benjamin Baptista, disse que o setor está planejando fazer um pedido de investigação antidumping sobre aços planos laminados a quente e a frio produzidos na China.

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- VALE encerrou com as preferenciais em alta de 1,23 por cento, na esteira do viés positivo na bolsa, apesar da leve queda nos preços do minério de ferro à vista na China.

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- COPEL avançou 6,47 por cento, capitaneando os ganhos das elétricas no Ibovespa, com o índice do setor na bolsa avançando 2,48 por cento. O segmento foi ajudado por relatório do Itaú BBA citando efeito positivo no setor como um todo de potencial revisão para cima das tarifas de usinas que renovaram concessão.

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- BRADESCO subiu 3,14 por cento, em sessão positiva para os bancos e após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar, por unanimidade, a compra do HSBC Brasil pelo Bradesco, mediante condições acordadas incluindo restrição para o Bradesco comprar outras instituições financeiras no país nos próximos 30 meses.

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- KROTON EDUCACIONAL avançou 3,89 por cento, para a máxima de fechamento desde janeiro de 2015, conforme o papel segue reagindo a expectativas ligadas a uma eventual fusão com ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES, que também foi "sondada" pela SER EDUCACIONAL.

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- SUZANO PAPEL E CELULOSE caiu 5,49 por cento, em sessão negativa para o setor de papel e celulose, bem como empresas que tendem a se beneficiar da depreciação da taxa de câmbio do país, conforme o dólar recuou mais de 2 por cento frente ao real.

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