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Ibovespa cai pelo 3º pregão seguido com cenário fiscal e político no foco

Índice operou descolado das bolsas americanas diante das preocupações de continuidade de uma agenda fiscal expansionista

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ibovespa cai pelo terceiro pregão consecutivo devido a preocupações com a agenda fiscal do governo Lula.
  • Investidores estrangeiros retiraram R$ 2,846 bilhões da bolsa após o segundo turno das eleições.
  • Setores cíclicos e bancários, como Bradesco e Itaú Unibanco, registraram quedas significativas.
  • Decisão do Fed de manter juros nos EUA teve impacto limitado, com foco nas incertezas políticas locais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Decisão do Federal Reserve de manter inalterados os juros dos EUA teve efeito limitado sobre a bolsa

Ainda pautado pelo receio dos investidores em relação à agenda econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa caiu pelo terceiro pregão seguido, acomodando-se na faixa dos 171 mil pontos (-2,68%, aos 171.006,10 pontos), menor nível desde 20 de agosto (167.927,15 pontos).

O índice operou descolado das bolsas americanas diante das preocupações de continuidade de uma agenda fiscal expansionista, o que vem levando os grandes investidores, inclusive estrangeiros, a seguir desmontando posições de maior risco no momento. Dados da B3 divulgados hoje mostraram que, só na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições, os estrangeiros sacaram R$ 2,846 bilhões da bolsa.

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Nesta quarta-feira (28), o volume das ações do Ibovespa somou R$ 41 bilhões. Na semana, o índice já acumula perda de 16,6%; no mês, recua 8,2%.

As quedas do dia se espalharam amplamente pelos setores da bolsa, com destaque para ações cíclicas, as que mais haviam se valorizado depois do primeiro turno, quando o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições reforçou as apostas de alternância de poder. Nesta quarta, o IMOB, índice do setor imobiliário, cedeu 5,71%, enquanto o índice de small caps (SMLL) teve baixa de 4,22%. Entre os bancos, o tombo do Bradesco (PN: -6,68%), Itaú Unibanco (-3,42%) e BTG Pactual (-6,52%) foram os destaques.

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“Os bancos ajudaram a pressionar o índice, e isso é um sinal de uma continuidade de venda pelos estrangeiros. Quanto mais demorar a definição de quem será o nome para o Ministério da Fazenda no novo governo e outros importantes, como Casa Civil, maior será o prêmio pedido pelo mercado”, afirma o gestor da Venice RC, Cláudio Coppola.

Ele também vê nos resultados do Santander um indício de contaminação para o setor bancário como um todo, porque os números reforçam o difícil cenário macroeconômico com que Lula terá que lidar a partir do ano que vem. O banco reportou um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre, tombo de 28% frente a igual período do ano passado, com destaque para o avanço da inadimplência.

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Segundo o gestor da Nero Capital, Daniel Utsch, o movimento do Ibovespa segue sendo “100% doméstico”, com uma forte retração nos setores mais ligados à economia doméstica pelo possível efeito de uma agenda fiscal expansionista sobre a política monetária. A potencial necessidade de manter o juro mais elevado no Brasil para conter a inflação, em um contexto de maiores gastos do governo, pressiona justamente as companhias desses segmentos.

“É cedo para entender se a magnitude de queda já representa oportunidade de compra, é um cenário macro bem difícil e o mercado está dando zero benefício da dúvida para esse novo mandato do Lula”, afirma. “É uma situação diferente de 2022, em que esse componente foi relevante. Hoje, a situação das famílias, o endividamento das empresas e o cenário macro como um todo são muito desfavoráveis.”

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Profissionais de mercado destacam que a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter inalterados os juros dos EUA teve efeito limitado sobre a bolsa. A decisão já era amplamente esperada, mas a grande surpresa veio da coletiva com o presidente do órgão, Kevin Warsh, que afirmou que a entidade irá reduzir o número de reuniões com decisão monetária de 2027 e 2028. Ainda assim, o evento teve pouca força para se sobrepor às preocupações com o cenário político local, visto como dominante nas mesas de operação.

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