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Ibovespa fecha em queda com ajustes e pressionado por dados fracos na Europa

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, com bancos entre as maiores pressões de baixa, em sessão marcada por alguns movimentos de realização de lucro e com dados na Europa corroborando preocupações com o ritmo da economia global.

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Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa cedeu 0,17%, a 104.637,82 pontos. O volume financeiro somava cerca de 11 bilhões de reais.

A queda vem após o Ibovespa registrar o quarto ganho semanal consecutivo na última sexta-feira, acumulando no período valorização de 7,3%.

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No exterior, a contração na atividade do setor privado alemão em setembro pela primeira vez em seis anos e meio destacou-se na bateria de dados PMI divulgados na Europa e Estados Unidos.

Discursos de autoridades monetárias também estiveram no radar de agentes financeiros, que monitoram informações sobre mais medidas de estímulo na Europa e sobre o tamanho do ciclo de corte pelo Federal Reserve.

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No front comercial, tanto representantes dos EUA como da China declararam que as últimas negociações entre os dois gigantes econômicos foram construtivas. Investidores aguardam as conversas de alto escalão previstas para o começo de outubro.

Agentes financeiros não descartam manutenção da elevada volatilidade à frente, mas a entrada de estrangeiros no segmento Bovespa neste mês traz algum alento.

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"Apesar de continuarmos com um movimento de muita cautela com o Ibovespa, continuamos a perceber uma redução mais significativa nos volumes de vendas dos investidores estrangeiros", destacou o BTG Pactual em nota a clientes.

Dados da B3 mostraram nesta segunda-feira que o saldo externo no mercado secundário está positivo em 1,1 bilhão de reais no mês até o dia 19, embora no ano as saídas ainda superem as entradas em mais de 20 bilhões de reais.

O Bradesco BBI reiterou recomendação 'overweight' para as ações brasileiras na América Latina, destacando que a bolsa parece barata quando consideradas a atual taxa de juros real de longo prazo e a previsão deles para o crescimento dos lucros.

Em um ambiente com taxa de juros básica muito baixa e aceleração gradual do PIB, "o risco de fadiga política em relação à agenda econômica atual provavelmente continuará baixo", disse a equipe liderada por André Carvalho em relatório.

Na América Latina, além de Brasil, os analistas elevaram a recomendação para o México para 'overweight', enquanto Chile tem recomendação 'neutra' e Peru e Colômbia são 'underweight'. Eles afirmam não ter exposição à Argentina.

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DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,32% e BRADESCO PN subiu 0,2%, enfraquecendo o Ibovespa, com BANCO DO BRASIL ON perdendo 0,48%, SANTANDER BRASIL UNIT recuando 0,39% e BANCO BTG PACTUAL UNIT em baixa de 0,78%.

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- B3 encerrou em baixa de 1%, em meio a movimentos de realização de lucros, após subir mais de 5% na semana passada.

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- CVC BRASIL fechou em queda de 3,7%, entre os destaques de baixa do Ibovespa, em sessão de alta do dólar frente ao real e tendo no radar a falência da agência de turismo mais antiga do mundo, a britânica Thomas Cook. LOCALIZA ON cedeu 3,3% e a rival Movida teve queda de 2,3%.

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- EMBRAER ON caiu 2%, tendo de pano de fundo investigação antitruste da União Europeia sobre o acordo da Boeing envolvendo a divisão comercial da fabricante brasileira de aviões, conforme reportagem da Reuters nesta segunda-feira.

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- PETROBRAS PN subiu 1,78%, conforme os preços do petróleo no exterior melhoraram durante o pregão, encerrando a sessão com ganhos.

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- SUZANO avançou 3,4%, com a alta do dólar em relação ao real endossando a recuperação dos papel, que fechou a sexta-feira com queda de mais de 4% acumulada na semana.

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- VALE terminou com variação negativa 0,7%, em sessão de alta do contrato do minério de ferro mais ativo na bolsa de Dalian, para entrega em janeiro de 2020, que subiu 2,4%, para 648 iuanes por tonelada, recuperando-se de um declínio de cinco dias.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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