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Ibovespa mostra fraqueza na abertura com exterior no radar

Em meio a comportamentos divergentes em praças acionárias, na abertura do mercado, o índice caía 0,15 %, a 123.397,18

Economia|Do R7

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Bolsa de valores de São Paulo
Bolsa de valores de São Paulo

A bolsa paulista mostrava fraqueza nos primeiros negócios desta quarta-feira (04), em meio a comportamentos divergentes em praças acionárias no exterior e com o cenário fiscal brasileiro ainda no radar.

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A temporada de balanços também ocupa os holofotes, com os números já conhecidos de nomes como Bradesco e Gerdau e uma pauta relevante aguardada para o final do dia, incluindo o resultado da Petrobras.

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Às 10h06, o Ibovespa caía 0,15 %, a 123.397,18 pontos.

O contrato do Ibovespa que vence em 18 de agosto cedia 0,37%.

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A temporada de resultados ainda reserva para o final do dia os números de empresas como Braskem e Banco do Brasil. Também após o fechamento será conhecida a decisão de política monetária do Banco Central, com muitos no mercado esperando uma alta da Selic para 5,25% ao ano.

Pesquisa Reuters apontou que Copom elevará a taxa básica de juros em 1 ponto percentual nesta quarta-feira (4), acelerando o ritmo de aperto em relação à decisão anterior, no maior aumento de juros desde 2003, em uma tentativa de evitar que a inflação galopante deste ano se estenda para 2022.

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"O foco estará no comunicado, com a sinalização do que esperar para o encontro de setembro. É provável que indique a possibilidade de uma nova alta da mesma magnitude", afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

Investidores também continuam atentos ao noticiário de Brasília, em particular discussões com potencial efeito no quadro fiscal do país.

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No exterior, Wall Street mostrava fraqueza, corroborando o sinal negativo no pregão brasileiro, com as preocupações em torno da desaceleração do crescimento econômico e os temores renovados com a Covid atingindo setores economicamente sensíveis, incluindo bancos.

DESTAQUES

- BRADESCO PN caía 3%, maior queda do Ibovespa, mesmo após crescimento de mais de 60% no lucro recorrente do segundo trimestre, com a área de seguros do banco afetada pela segunda onda de Covid-19. O presidente-executivo do banco disse que os sinistros de seguros relacionados à Covid-19 devem recuar até o final do ano. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN cedia 1,4%. BB ON caía 1,3%.

- PETROBRAS ON e PETROBRAS PN perdiam 2,45% e 1,9%, respectivamente, na esteira do forte declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent caía 2,4%. A companhia reporta resultado do segundo trimestre ainda nesta quarta-feira e a expectativa é de que mostre lucro de 0,82 dólar por ação, segundo a estimativa média dos analistas da Refinitiv, ante prejuízo de 0,39 dólar um ano antes.

- COSAN ON recuava 2,85%, após a Raízen, joint venture entre a empresa e a Shell precificar sua oferta inicial de ações a 7,40 reais por papel na terça-feira, no piso da faixa estimada, sem a colocação de lote adicional. A operação movimentou 6,9 bilhões de reais, no maior IPO do ano no Brasil.

- GERDAU PN rondava a estabilidade, mesmo após resultado recorde e acima do esperado no segundo trimestre, com Ebitda ajustado de 5,9 bilhões de reais e margem Ebitda ajustada de 30,8%. No setor de mineração e siderurgia, porém, o destaque era USIMINAS PNA, em alta de 3%. VALE ON cedia subia 0,1%.

- GOL PN recuava 0,6%, perdendo o fôlego após subir mais de 2% no começo do pregão, tendo de pano de fundo dados de tráfego de julho e acordo para comprar 28 Boeing 737 Max-8.

- NATURA&CO ON avançava 1,2%, na segunda sessão consecutiva de recuperação, após forte ajuste negativo recente, com queda em seis de sete pregões até a segunda-feira, quando acumulou declínio de 11,6%. Os papéis têm sofrido com perspectivas de números fracos na base trimestral no balanço do período de abril a junho.

- XP INC disparava 8,7% em Nova York, após anunciar na terça-feira um salto de 83% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre ante mesma etapa de 2020, para 1,034 bilhão de reais. O resultado operacional da XP medido pelo Ebitda ajustado cresceu 77% ano a ano, para 1,24 bilhão de reais.

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