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Ibovespa recua seguindo exterior, mas temporada de balanços começa bem com Fibria

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Lauer

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de ações da B3 fechou em queda pelo segundo pregão seguido nesta terça-feira, acompanhando a realização de lucros de bolsas no exterior, mas o movimento foi atenuado por ganhos no setor de papel e celulose após resultado forte da Fibria no quarto trimestre de 2017.

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O Ibovespa caiu 0,25 por cento, a 84.482 pontos. O volume financeiro somou 9,873 bilhões de reais.

De acordo com profissionais da área de renda variável ouvidos pela Reuters, muitos investidores decidiram colocar no bolso os ganhos recentes, após o Ibovespa ter renovado máximas desde o início do ano, ultrapassando 85 mil pontos na semana passada pela primeira vez.

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Um desses profissionais também citou uma presença mais fraca de estrangeiros na sessão, classe de investidor que vem dando suporte à bolsa paulista. "O volume negociado hoje foi mais fraco do que na semana passada, o que demonstra que o fluxo diminuiu", disse.

Na semana passada, o giro médio diário ficou ao redor de 12,8 bilhões de reais. No ano, é de pouco mais de 10 bilhões de reais. Já o saldo positivo de estrangeiros na Bovespa em 2018 superava 9 bilhões de reais até o dia 26.

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No exterior, o norte-americano S&P 500 caía quase 1 por cento neste final de tarde.

Do lado positivo, a temporada de balanços das empresas listadas no Ibovespa começou com números fortes da fabricante de celulose Fibria. Analistas esperam, de modo geral, números sólidos e melhores do que um ano atrás para as companhias brasileiras nesta safra de resultados.

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DESTAQUES

- PETROBRAS ON e PETROBRAS PN caíram 2,44 e 1,81 por cento, na esteira do recuo dos preços do petróleo no mercado internacional, além de noticiário intenso da companhia no final da segunda-feira, incluindo dados das reservas provadas da companhia.

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- VALE perdeu 1 por cento, também pesando no índice, diante da queda dos preços do minério de ferro à vista na China.

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- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em baixa de 0,39 por cento, encerrando longe da mínima da sessão e ajudando a atenuar a pressão negativa. BRADESCO PN também colaborou ao reverter as perdas vistas mais cedo e encerrar em alta de 1 por cento. BANCO DO BRASIL cedeu 0,39 por cento e SANTANDER BRASIL, que divulga balanço após o fechamento, terminou com variação negativa de 0,2 por cento.

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- QUALICORP cedeu 3,95 por cento, maior queda do Ibovespa. Analistas do BTG Pactual aguardam números fracos para a administradora de planos de saúde coletivos no balanço do quarto trimestre. Na contramão, ainda no setor de saúde, FLEURY subiu 2,41 por cento. Neste caso, a equipe do BTG avalia que o resultado pode surpreender, com expansão de margem.

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- FIBRIA avançou 2,02 por cento, após repercussão positiva ao resultado do último trimestre, particularmente o desempenho do Ebitda ajustado. O setor de papel e celulose como um todo foi contagiado pelo balanço, com SUZANO PAPEL E CELULOSE fechando em alta de 2,88 por cento e KLABIN UNIT subindo 0,44 por cento.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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