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Ibovespa sobe de novo e renova máxima histórica

Principal índice acionário da B3 fechou em alta de 0,32%, aos 81.219 pontos

Economia|Do R7

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Giro financeiro da sessão somou R$ 8,38 bilhões
Giro financeiro da sessão somou R$ 8,38 bilhões

O principal índice acionário da B3 fechou no azul nesta sexta-feira (19), renovando máximas, com o persistente fluxo de entrada de investimento estrangeiro ainda limitando a tentativa de ajuste, mas com investidores evitando grandes apostas conforme se aproxima o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ibovespa fechou em alta de 0,32%, a 81.219 pontos, nova máxima de fechamento, e acumulando ganho de 2,36 por cento na semana. O giro financeiro somou R$ 8,38 bilhões. Desde o começo de 2018, o índice recuou apenas em quatro sessões.

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O pregão marcou algumas trocas de sinal, mas dentro de um patamar limitado, com o Ibovespa subindo 0,58% no melhor momento e marcando nova máxima histórica intradia, a 81.429 pontos. Na mínima, recuou 0,13%.

A persistente entrada de capital externo na bolsa paulista tem evitado que o Ibovespa mostre ajustes mais fortes, tendo fechado em território negativo apenas em quatro pregões até agora neste ano.

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"O grande diferencial que está acontecendo no mundo inteiro, não só no Brasil, é que tem um fluxo de recursos para mercado acionário muito forte", disse o economista-chefe da corretora Modalmais, Alvaro Bandeira.

Até o dia 17 de janeiro, o saldo externo na B3 era positivo em R$ 4,9 bilhões, tendo registrado entrada líquida em todos os pregões até o momento. Este fluxo reflete a forte liquidez externa, em meio às perspectivas de crescimento da economia mundial, mas sem pressão inflacionária, o que deve manter as taxas de juros nas maiores economias do mundo ainda baixas.

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Localmente, a expectativa por uma recuperação da economia também ajuda a direcionar parte dessa liquidez global para os mercados locais. No front político, o mercado espera o julgamento em segunda instância de Lula, na próxima semana, o que, segundo operadores, ajudou a levar investidores a tirar o pé do acelerador.

Destaques

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- USIMINAS PNA teve valorização de 4,57%, liderando a ponta positiva do Ibovespa, em dia de ganhos para os contratos futuros do minério de ferro e do aço na China e ainda amparada pela conclusão do pagamento de US$ 400 milhões em bônus emitidos em 2008. Segundo analistas da Guide Investimentos, embora já esperado pelo mercado, o pagamento "é mais uma medida fundamental no processo de revitalização da companhia".

- EMBRAER ON subiu 0,56%, após avançar mais de 6% na máxima da sessão, com expectativa por novidades sobre o acordo com a Boeing. Na véspera, a Reuters informou que a empresa norte-americana trabalha para superar as objeções de militares brasileiros a uma aliança com a Embraer, com alternativas para preservar os direitos de veto do governo a decisões estratégicas e salvaguardas para seus programas de defesa.

- PETROBRAS PN teve alta de 0,22%, enquanto PETROBRAS ON recuou 0,67%, em sessão negativa para os preços do petróleo no mercado internacional. Também no radar estavam as declarações do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que disse que o governo federal é credor no processo de revisão da cessão onerosa com a Petrobras em "bilhões de dólares", mas essas receitas não devem entrar no caixa público neste ano.

- CCR ON teve alta de 0,63%. O consórcio liderado pela empresa venceu nesta sexta-feira o leilão de concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo, com ágio de 185% em relação ao valor mínimo de outorga.

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