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Importação chinesa de soja do Brasil cai a 72,8% do total exportado, aponta Cargonave

Economia|Do R7

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A China importou pouco mais de 20 milhões de toneladas de soja do Brasil, das 27,6 milhões de toneladas exportadas pelo país entre janeiro a abril, apontando um recuo na fatia do produto brasileiro levada pelos maiores importadores globais, para 72,8 por cento, de acordo com dados publicados nesta quarta-feira pela agência marítima Cargonave.

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No primeiro quadrimestre do ano passado, a exportação total do Brasil, maior exportador global, havia atingido 29,74 milhões de toneladas, com os chineses tomando 23,08 milhões, ou 77,60 por cento do total embarcado, segundo dados da agência.

O recuo nas compras chinesas de soja ocorreu em um período turbulento, marcado por uma certa trégua na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o que permitiu algumas compras do produto norte-americano pelos chineses apesar das tarifas impostas.

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Além disso, a demanda na China está relativamente mais branda, com o consumo de farelo de soja sendo impactado pela disseminação da peste suína africana nas criações, que são abatidas à medida que a doença avança.

No front comercial, a China concordou em retomar algumas compras da commodity dos EUA depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês Xi Jinping concordaram, em 1º de dezembro de 2018, com uma trégua de 90 dias na disputa comercial entre os países.

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Os chineses normalmente compram soja dos Estados Unidos no último trimestre e nos primeiros dois meses do ano, quando a oferta dos EUA está mais competitiva, em geral.

Mas a guerra comercial alterou os fluxos, com os grãos brasileiros sendo beneficiados fortemente ao longo de 2018 e menos após a trégua entre EUA e China.

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No início do ano, autoridades chineses chegaram a anunciar a intenção de compras de 10 milhões de toneladas do produto dos EUA, que acabaram não se confirmando totalmente. Foram vistos apenas grandes acordos, de uma só vez, de cerca de 1 milhão de toneladas cada pelos chineses.

Apesar da trégua vista em alguns momentos na guerra comercial, a tarifa retaliatória chinesa de 25 por cento para a soja dos EUA foi mantida, o que não impediu algumas compras de "boa-vontade" realizadas pela China.

Enquanto as negociações para resolver a guerra comercial entre EUA e China estagnaram na semana passada, Trump aumentou a pressão na sexta-feira ao elevar as tarifas sobre uma lista anterior de 200 bilhões de dólares em importações chinesas para 25%, ante 10%, provocando nova reviravolta nos mercados.

A China retaliou na segunda-feira com tarifas mais altas sobre uma lista revisada de 60 bilhões de dólares em produtos dos EUA, trazendo preocupações de que a guerra comercial não deve se resolver no curto prazo.

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MAIORES EXPORTADORES

Entre as principais companhias exportadoras no primeiro quadrimestre, a Cargill aparece na liderança nos embarques de soja para a China, com 3,2 milhões de toneladas, de um total embarcado de 4,3 milhões de toneladas para todos os países, segundo dados da Cargonave.

Em segundo lugar vem a Louis Dreyfus, com 2,86 milhões de toneladas embarcadas aos chineses, de um total de 3,4 milhões embarcadas para todos os destinos.

Na terceira posição vem a Bunge, com 2,46 milhões de toneladas, ante exportações totais no período de 3,9 milhões de toneladas.

A chinesa Cofco aparece em sétimo lugar entre aquelas empresas que mais embarcaram para a China no quadrimestre, com pouco mais de 1 milhão de toneladas, versus uma exportação total de 1,67 milhão de toneladas.

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