Logo R7.com
RecordPlus

Indústria do café prevê alta de até 15% nos preços nos próximos dias

Segundo associação, novo preço já foi comunicado ao varejo

Economia|Da Agência Brasil

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A indústria do café prevê um aumento de 10% a 15% nos preços nos próximos dias.
  • O varejo já foi informado sobre esse reajuste e os novos preços devem aparecer nas prateleiras em breve.
  • As vendas de café no Brasil caíram 5,41% entre janeiro e agosto de 2025 em relação ao ano anterior.
  • Incertezas sobre tarifas de exportação para os EUA e uma possível reunião entre os presidentes do Brasil e dos EUA podem impactar o setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pequenas torrefações preparam grãos especiais de café
Café pode ficar até 15% mais caro Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 7.7.2019

O preço do café deve voltar a subir nos próximos dias, alertou a Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café). Em entrevista coletiva concedida no início da tarde desta quarta-feira (24), na capital paulista, o presidente da entidade, Pavel Cardoso, informou que é possível que haja um acréscimo entre 10% e 15% nos preços do produto a serem repassados aos supermercados, já que os custos com a compra da matéria-prima foram alavancados.

No entanto, destacou Pavel, esse reajuste no preço do café “não deve ser superior à média do ano”.


leia mais

O diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio da Silva, adiantou que esse novo preço já foi comunicado ao varejo no início deste mês.

“Mas, como o varejo só foi às compras agora, a partir do dia 15, então, a gente acredita que, a partir da semana que vem ou no início do mês, esses preços já estejam nas prateleiras, com repasse de 10% ou 15%”, previu.


Retração

A associação de produtores informa que a alta dos preços do café observada em 2025 causou uma retração no consumo do produto no mercado brasileiro.

Segundo os dados que foram divulgados nesta quarta pela Abic, houve queda de 5,41% nas vendas de café no mercado brasileiro, entre os meses de janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em números absolutos, as vendas caíram de 10,11 milhões de sacas para 9,56 milhões de sacas neste ano.


A Abic reconhece que a alta nos preços foi bem expressiva, fazendo com que alguns tipos de café, como o solúvel, acumulassem aumentos de até 50,59%.

Apesar dessa volatilidade nos preços e também da retração no consumo, a Abic espera fechar este ano de 2025 com patamar semelhante ao do ano anterior.


“Os dados de setembro nos levam a crer que teremos um comportamento surpreendente ainda este ano, para o próximo fechamento. Este é um sentimento ainda incipiente, com base em números de setembro, já que estamos quase fechando o mês, mas é um indicativo de que possivelmente teremos boas notícias em relação ao consumo no fechamento do ano”, projetou Cardoso.

Tarifaço

Segundo Pavel, a indústria brasileira de café também vive incertezas a respeito das sobretaxas às exportações do grão para os Estados Unidos. O Brasil, ressaltou ele, é hoje o maior fornecedor de café aos americanos, que aumentaram as tarifas contra produtos brasileiros, como forma de pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

“A ordem executiva [do governo dos Estados Unidos], publicada no dia 6 de setembro, indica que os Estados Unidos concluíram e ouviram o mercado de que o café, não sendo lá produzido, não terá tarifas. Essa leitura ainda não nos dá clareza se voltará a zero [de tarifa] ou se continuará com 10%. A leitura que nós fizemos é que não terá tarifas, porque os Estados Unidos não produzem café. Tem apenas uma produção muito incipiente, no Havaí e em Porto Rico, mas quase nada”, falou o presidente da entidade.

Além dessa ordem executiva, o setor avaliou como positiva a possibilidade de ocorrer uma reunião entres os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana.

“Vamos conferir o encontro que haverá entre os dois presidentes na próxima semana, mas isso revela como o café e também o complexo de carnes é sensível em relação à inflação americana”, ressaltou.

Queda de preços

Um estudo divulgado também nesta quarta-feira pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), apontou que, entre os dias 15 e 22 de setembro, o preço do café arábica tipo 6 caiu 10,2% em São Paulo, enquanto o do café robusta recuou 11,1%.

Segundo o Indicador Cepea/Esalq, essa redução do preço foi resultado “da expectativa de chuvas mais expressivas nas regiões produtoras do Brasil, da realização de lucros e da liquidação de posições de compra na Bolsa de Nova York (ICE Futures), após fortes altas, além da possibilidade de que as tarifas dos Estados Unidos sobre o café sejam retiradas”.

Perguntas e Respostas

Qual é a previsão para os preços do café nos próximos dias?

A Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) prevê que os preços do café devem aumentar entre 10% e 15% nos próximos dias, devido ao aumento dos custos com a compra da matéria-prima.

Quando esse novo preço será repassado ao varejo?

O novo preço já foi comunicado ao varejo no início deste mês, e a expectativa é que os preços reajustados estejam nas prateleiras a partir da próxima semana ou no início do próximo mês.

Qual foi o impacto da alta dos preços do café no consumo?

A alta dos preços do café em 2025 resultou em uma retração de 5,41% nas vendas do produto no mercado brasileiro, com as vendas caindo de 10,11 milhões de sacas para 9,56 milhões de sacas entre janeiro e agosto deste ano.

Como a Abic avalia a situação do mercado de café?

A Abic reconhece que a alta nos preços foi significativa, com alguns tipos de café, como o solúvel, apresentando aumentos de até 50,59%. Apesar disso, a associação espera fechar 2025 com um patamar de consumo semelhante ao do ano anterior.

Quais são as incertezas enfrentadas pela indústria do café?

A indústria brasileira de café enfrenta incertezas relacionadas às sobretaxas sobre as exportações para os Estados Unidos, que aumentaram as tarifas contra produtos brasileiros. O Brasil é o maior fornecedor de café para os EUA, que têm uma produção interna muito limitada.

O que a Abic espera do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos?

A Abic considera positiva a possibilidade de um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que pode impactar a situação do café e do complexo de carnes em relação à inflação americana.

Quais foram as recentes flutuações nos preços do café em São Paulo?

Um estudo do Cepea apontou que, entre 15 e 22 de setembro, o preço do café arábica tipo 6 caiu 10,2% em São Paulo, enquanto o café robusta recuou 11,1%. Essa redução foi influenciada por expectativas de chuvas nas regiões produtoras e pela liquidação de posições de compra na Bolsa de Nova York.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.