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Indústria fecha 198 mil vagas no trimestre encerrado em fevereiro, diz IBGE

Economia|Do R7

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A indústria fechou 198 mil vagas no trimestre encerrado em fevereiro de 2019 em relação ao trimestre imediatamente anterior, terminado em novembro de 2018. Na mesma base de comparação, a construção civil fechou 155 mil postos de trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com um ano antes, a indústria cortou 85 mil vagas, enquanto o setor da construção civil cortou 9 mil postos de trabalho. Também houve corte de vagas nos serviços domésticos, com 133 mil trabalhadores a menos em um ano; na agricultura, com menos 79 mil empregos; e no comércio, com 12 mil trabalhadores a menos.

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Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, esse fechamento de vagas sinaliza fraqueza na atividade econômica e é negativo porque a indústria não costuma dispensar trabalhadores no início do ano, como faz o comércio, geralmente por causa da contratação sazonal de temporários no fim do ano anterior.

"A indústria não tem característica de perder postos de trabalho nesta época do ano", afirmou Azeredo.

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O pesquisador destacou ainda a queda 574 mil pessoas na população ocupada na atividade de "administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais" na passagem do trimestre encerrado em novembro de 2018 para o trimestre terminado em fevereiro deste ano.

Segundo Azeredo, isso se deveu à demissão de funcionários temporários das prefeituras, especialmente no setor de educação.

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Na comparação com um ano antes, no trimestre terminado em fevereiro de 2018, houve uma criação de 466 mil vagas. Segundo Azeredo, o crescimento em um ano pode estar relacionado ao fato de 2018 ter sido ano eleitoral, mas os dados da Pnad não comprovam isso diretamente.

Azeredo destacou ainda o avanço na população trabalhando no setor de transportes. São 133 mil a mais na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 245 mil pessoas a mais na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2018. O movimento é explicado pelo aumento das pessoas trabalhando como motoristas de aplicativo, fenômeno já verificado nos últimos meses.

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