Economia Inflação do aluguel ganha ritmo em dezembro, e contratos que vencem em janeiro subirão 5,45%

Inflação do aluguel ganha ritmo em dezembro, e contratos que vencem em janeiro subirão 5,45%

Negociação entre inquilinos e proprietários é livre e permite que reajuste seja menor ou até maior que o registrado pelo IGP-M

  • Economia | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Inflação do aluguel registrou alta em dezembro, depois de quatro meses de queda
  • Contratos de janeiro terão reajuste de 5,45%, que corresponde ao acumulado do ano
  • Negociação entre inquilinos e proprietários é livre e permite desconto para morador
  • Alta dos preços de alimentos importantes influenciou no resultado, diz FGV
Aluguel vai subir 5,45% em janeiro, afirma FGV

Aluguel vai subir 5,45% em janeiro, afirma FGV

Edu Garcia/R7 - 14.07.2022

Depois de quatro quedas consecutivas, a inflação do aluguel ganhou ritmo e marcou 0,45% em dezembro. Com isso, o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) encerrou o ano em 5,45%, percentual que corresponde ao reajuste dos contratos de locação vencidos em janeiro.

As informações são do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) e da FGV (Fundação Getulio Vargas) e foram divulgadas nesta quinta-feira (29).

Como exemplo, um contrato de aluguel de R$ 1.200 que está em vigor neste ano vai subir para R$ 1.265,40 quando houver a renovação. Vale lembrar que a negociação entre inquilinos e proprietários é comum e pode anular ou aumentar o reajuste médio medido pelo indicador.

O coordenador dos Índices de Preços da FGV, André Braz, informou que “a última edição do IGP-M de 2022 mostra aceleração dos preços de alimentos importantes ao produtor e ao consumidor".

"No índice ao produtor, os maiores aumentos foram registrados para: feijão (de -1,45% para 15,36%), bovinos (de -2,20% para 1,55%) e óleo de soja refinado (de 2,57% para 7,35%). Já no âmbito do consumidor, as maiores altas foram registradas para alimentos in natura, com destaque para: tomate (de 18,13% para 19,12%) e cebola (17,36% para 24,8%)", disse.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

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