Inflação do aluguel tem alta na primeira prévia de setembro
Farelo de soja e refrigerantes influenciaram o indicador, segundo FGV
Economia|Do R7

A inflação do aluguel, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), teve alta de 0,56% na primeira prévia de setembro, de acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas). No mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,10%.
Os itens individuais que mais influenciaram a alta foram o farelo da soja, os refrigerantes e os adubos e fertilizantes compostos. Já os que deram maior alívio foram a cebola, o mamão e o tomate.
O indicador é formado pela média aritmética ponderada de três outros índices de preços: o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) com 60%, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) com 30% e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) com 10%.
O IPA registrou variação de 0,75%, no primeiro decêndio de setembro. No mesmo período do mês de agosto, o índice variou -0,06%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de -0,72% para 0,52%.
Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -8,33% para -1,33%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,83%, ante 0,73%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo embalagens que passou de -0,05% para 1,45%.
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O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 0,93%. No mês anterior, a taxa foi de -0,23%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: bovinos (-2,50% para -0,17%), minério de ferro (-3,26% para -0,50%) e leite in natura (-2,92% para 0,84%). Em sentido oposto, vale mencionar: soja (em grão) (3,93% para 2,39%), milho (em grão) (3,53% para 1,63%) e aves (2,39% para 0,84%).
O IPC apresentou taxa de variação de 0,25%, no primeiro decêndio de setembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,14%. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Vestuário (-0,88% para -0,18%). Nesta classe de despesa, a maior contribuição partiu do item calçados masculinos, cuja taxa passou de -1,29% para 1,46%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:
— Alimentação (-0,06% para 0,04%),
— Habitação (0,38% para 0,46%),
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,55%),
— Comunicação (-0,03% para 0,30%),
— Despesas Diversas (0,04% para 0,26%) e
— Transportes (0,18% para 0,19%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: restaurantes (0,35% para 0,71%), móveis para residência (-1,53% para 0,18%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,10% para 0,63%), mensalidade para TV por assinatura (0,53% para 1,92%), alimentos para animais domésticos (-0,22% para 1,16%) e serviço de reparo em automóveis (0,21% para 1,57%), respectivamente.
Em contrapartida, apenas o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,31% para 0,20%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 7,26% para 1,09%.
O INCC registrou, no primeiro decêndio de setembro, taxa de variação de 0,09%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,94%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,19%. No mês anterior, a taxa foi de 0,24%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação em setembro. No mês anterior, este índice registrou taxa de 1,56%.















