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Inflação menor eleva confiança do consumidor ao maior nível desde 2020

Otimismo das famílias cresceu pelo quarto mês consecutivo, com percepção melhor da situação atual e das expectativas, mostra FGV

Economia|Do R7

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Índice de Confiança do Consumidor atingiu 90,4 pontos
Índice de Confiança do Consumidor atingiu 90,4 pontos

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) saltou 5,4 pontos em setembro, para 89 pontos. Trata-se do maior nível desde janeiro de 2020 (90,4 pontos), segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A quarta variação positiva seguida do índice é atribuída à queda nas expectativas de inflação e ao aumento do otimismo em relação ao mercado de trabalho, conforme avaliação de Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia).

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"Há um aumento na intenção de consumo, exceto para os consumidores de renda mais baixa, o que reflete ainda dificuldades dessa classe. Além disso, a proximidade das eleições tem um efeito potencializador dessas expectativas", afirma ela.

Viviane, no entanto, avalia que é "necessário ter cautela" com os resultados, considerando uma política monetária ainda restritiva e a possibilidade de desaceleração da atividade econômica, que reduziria a velocidade de recuperação do mercado de trabalho. 

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De acordo com o ICC, a alta em setembro foi influenciada pela melhora dos indicadores sobre o momento e os próximos meses. O IE (Índice de Expectativas) avançou 7,6 pontos, para 100,2 pontos, o maior desde dezembro de 2019 (100,3 pontos), no período pré-pandemia. Já o ISA (Índice de Situação Atual) subiu 1,6 ponto, para 73,3 pontos, o maior resultado desde março de 2020, embora ainda baixo em termos históricos.

Em relação aos indicadores que medem a satisfação dos consumidores no momento, há uma percepção de melhora da situação econômica, com aumento de 2,5 pontos no indicador para 82,3 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2020 (85,5 pontos). A avaliação da situação financeira da família se alterou pouco: 0,8 ponto, para 64,9 pontos, nível ainda baixo em termos históricos.

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Nas expectativas, o quesito que mais contribuiu para a alta no mês foi o que mede o otimismo das famílias em relação à situação financeira nos próximos seis meses, cujo indicador subiu 10,4 pontos, para 100,8 pontos, o maior nível desde janeiro de 2020 (81,7 pontos). O indicador que analisa a situação econômica também avançou pelo quarto mês consecutivo.

Em setembro, subiu 6,1 pontos, para 115,4 pontos, o maior desde julho de 2021 (116,3 pontos). A intenção de compra de bens duráveis se elevou pelo segundo mês consecutivo, dessa vez 5,4 pontos, acumulando alta de 16,7 pontos nos dois últimos meses, o que levou o índice para 84,4 pontos, o melhor resultado desde fevereiro de 2019 (86,6 pontos).

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