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Inflação oficial mantém variação de 0,33% mesmo com alta no preço da gasolina

Impacto maior se deu no grupo de transportes e, no acumulado dos 12 últimos meses, índice ficou em 4,44%, dentro da meta do governo

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Produto com principal peso individual para o mês, preço da gasolina subiu 2,06% em janeiro no país Marcello Casal Jr./Agência Brasil - Arquivo

A inflação oficial do país fechou janeiro em 0,33%, a mesma variação registrada em dezembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O maior impacto para o resultado se deu no grupo dos transportes (0,60%), especialmente por causa da gasolina (2,06%), item com principal peso individual para o mês.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acelerou 0,17 ponto percentual em relação a janeiro de 2025, quando registrou 0,16%. No acumulado dos 12 últimos meses o índice ficou em 4,44%, dentro do teto da meta do governo.


Os itens relacionados a comunicação tiveram a maior variação entre os grupos considerados, com 0,82% no mês passado. Os destaques foram para as altas de aparelhos telefônicos (2,61%) e os reajustes em planos de TV por assinatura (1,34%) ou em combos de telefonia, internet e TV por assinatura (0,76%).

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Na contramão dos combustíveis e da comunicação, a luz elétrica residencial registrou queda de 2,73% — maior impacto negativo no resultado do mês. Na mesma linha, o grupo de habitação desacelerou 0,11% em janeiro, e os itens de vestuário também caíram (-0,25%).


Em dezembro, estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh (kilowatt-hora) consumidos. Em janeiro, porém, a bandeira vigente foi a verde, o que não leva a custos adicionais para os consumidores.

INPC

Além da inflação oficial, o IBGE divulgou o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que apresentou alta de 0,39% em janeiro — 0,18 ponto percentual acima do registrado em dezembro (0,21%).


Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,30%, acima dos 3,90% verificado no mesmo período imediatamente anterior. E, em janeiro de 2025, o indicador ficou em 0,00%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de dezembro (0,28%) para janeiro (0,14%), segundo o INPC. E a variação dos não alimentícios passou de 0,19%, em dezembro, para 0,47%, em janeiro.


Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,78%). A menor mudança ocorreu em Recife (0,17%), devido ao recuo dos preços da energia elétrica residencial (-3,85%) e do transporte por aplicativo (-19,31%).

A diferença do INPC para o IPCA é que este engloba uma parcela maior da população, por considerar a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de um a 40 salários-mínimos, enquanto aquele leva em conta só as que recebem de um a cinco.

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