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IPCA, IGP-M, INPC, INCC: economista explica ‘sopa de letrinhas’ dos índices que afetam o seu bolso

Carla Beni mostra diferenças entre indicadores que determinam os mais variados preços ao consumidor

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IPCA-15 indicou uma alta de 0,25% nos preços ao consumidor em dezembro, com inflação anual de 4,41%.
  • Apesar da inflação dentro da meta do Banco Central, a população sente diferenças devido a outros índices, como o IGP-M e INCC.
  • O INPC é mais representativo para a maioria da população, abrangendo faixas de rendimento menores.
  • Múltiplos índices foram criados para acompanhar questões econômicas específicas desde 1945, influenciando percepções de valor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta semana o IPCA-15. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo apontou uma alta de 0,25% nos preços ao consumidor em dezembro e fechou a inflação do ano em 4,41%, porcentagem abaixo do teto estipulado pelo Banco Central, de 4,5%. No entanto, muitos consumidores podem vivenciar essas porcentagens de maneiras diferentes, uma vez que outros parâmetros atingem suas realidades, assim como explica Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A professora menciona que outro medidor muito famoso é o IGP-M (Índice Geral de Preços — Mercado), que pesa no reajuste dos valores de aluguéis, fornecedores de produtos a valores de cursos feitos pelo consumidor. Ela também menciona que outros marcadores são mais utilizados em atividades específicas, como o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que serve de base para cálculos das diversas modalidades no financiamento de imóveis, como consórcios.

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Com diversos medidores, população acaba muitas vezes não vendo o IPCA no dia a dia Reprodução/ Record News

A economista menciona que as diferenças nos parâmetros dos índices também alteram a percepção da população. Ela aponta o IPCA com um desses exemplos, que possui uma faixa de um a 40 salários mínimos, enquanto o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) vai de um a cinco salários, o que se aproxima mais da realidade de grande parte da população. Ela lembra que o governo corrige o salário mínimo anualmente com base no INPC.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (26), ela explica que, devido aos diversos períodos de instabilidade na economia do país, os índices foram criados para acompanhar itens específicos, com medidores existentes desde o final da Segunda Guerra Mundial de 1945.

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“Então o que acontece? Você foi criando alguns índices para contemplar temas específicos, e aí obviamente quando você vai escolher um índice, você acaba escolhendo aquele que favoreça um pouco o seu contrato”, completa.

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