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Intenção de compras no Natal é a maior desde 2014, afirma FGV

Segundo a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda, liberação do FGTS vai ajudar a elevar as vendas no fim do ano, mas tem efeito passageiro

Economia|Do R7

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Compras na Black Friday não vão estragar o Natal
Compras na Black Friday não vão estragar o Natal

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), 33,0% dos entrevistados antecipavam as compras do Natal na Black Friday em 2017. Esse percentual caiu para 18,2% este ano. Já o indicador que mede o ímpeto de compra avançou para 65,5 pontos, superior ao registrado em 2018 (61,1) – o melhor nível para o Natal desde 2014, ano em que o país mergulhou em sua pior recessão.

Leia mais: Sucesso da Black Friday não tira fôlego do Natal

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Viviane Seda, coordenadora da pesquisa e da Sondagem do Consumidor do FGV IBRE, acredita que há avanço, mas vê os números com cuidado. “O resultado mostra que há uma melhora, mas ainda estamos abaixo da média. É um bom prognóstico que foi motivado pela liberação do FGTS, cujo efeito tende a ser passageiro. Os consumidores, principalmente de menor renda, ainda estão com nível de endividamento mais alto e cautelosos com relação aos próximos meses. Ainda é cedo para falar em melhora financeira para os consumidores em geral, mas há sinais positivos”,

Segundo a FGV, a confiança do consumidor subiu 2,7 pontos em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. O Índice (ICC) alcançou 91,6 pontos. 

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O componente que mede a intenção de compras de bens duráveis nos meses seguintes foi o que mais contribuiu para a melhora da confiança em dezembro, com elevação de 4,4 pontos, para 80,6 pontos.

"O resultado do mês parece ainda influenciado pela liberação do FGTS e a melhora das expectativas com relação à economia e o emprego nos próximos meses. O efeito do FGTS será passageiro, portanto, em 2020, um retorno consistente do otimismo dos consumidores continuará dependendo de uma evolução mais robusta do mercado de trabalho", avaliou Viviane.

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O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 1,5 ponto em dezembro, para 80,0 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2015. O Índice de Expectativas (IE) subiu 3,3 pontos, para 100,2 pontos.

Por outro lado, o item que avalia a satisfação com a situação econômica atual caiu 0,8 ponto, para 83,4 pontos, e o componente de expectativas com a situação econômica nos próximos meses aumentou 1,9 ponto, para 118,3 pontos.

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Em dezembro, houve aumento da confiança para consumidores de todas as classes de renda, exceto para os que possuem renda familiar mensal entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil. A maior contribuição positiva no mês foi das famílias com renda até R$ 2 1 mil, uma alta de 6,9 pontos, para 92,4 pontos, influenciado pela melhora da percepção sobre a situação financeira atual.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.723 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1º e 18 de dezembro.

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