IPCA-15 pode não representar inflação real com a guerra; confira análise
Índice considerado uma prévia do valor do mês mostra alta de 0,44% e sinalização de deflação
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Apesar de o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de março ter registrado um valor menor que o do mesmo período do ano passado, a alta de 0,44% surpreendeu o mercado financeiro, que esperava uma variação menor. Os principais responsáveis pelo resultado foram os grupos de alimentação e bebida, com alta de 0,88%, e de despesas pessoais e transportes.
No acumulado, a inflação brasileira dos últimos 12 meses atingiu 3,90%, consolidando uma trajetória de queda em relação aos períodos anteriores. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, o indicador acumula alta de 1,49%, com setores de educação e saúde apresentando as maiores variações somadas nestes três primeiros meses do ano.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (26), o economista Ricardo Buso aponta que o cenário de acomodação da economia brasileira previsto para 2026 pode não se realizar devido às consequências da guerra no Oriente Médio. Um exemplo mencionado é a decisão da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que removeu a sinalização de certeza de corte da Selic futuramente.
Como o IPCA-15 é uma prévia que mede o período entre os dias 15 dos dois meses, o economista pontua que o valor divulgado ainda não embarca as consequências da alta nos combustíveis após o início da guerra. Com isso, ele menciona a importância de se aguardar a divulgação do IPCA, que aponta a inflação oficial e apresentará um cenário mais concreto.
Buso alerta para a necessidade de cautela com as análises, uma vez que o resultado real pode representar uma pressão maior na inflação mensal oficial e pressionar o Banco Central a não reduzir os juros por não ver um horizonte tão favorável para isso.
“Então isso ainda pode refletir de forma mais pesada no IPCA. Se refletir de forma mais pesada no IPCA, como tudo indica que vai acontecer, aí a política monetária tem mais problema ainda em tirar os juros, que é o que todo mundo está torcendo para tirar juros”, finaliza.
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