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Italiano Salvini diz que sucesso eleitoral reforça mudança de regras orçamentárias da UE

Economia|Do R7

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Por Sara Rossi e Gavin Jones

MILÃO/ROMA (Reuters) - A vitória da Liga nas eleições europeias na Itália dá ao partido de extrema-direita um mandato para adotar cortes de impostos e lutar por mudanças nas regras orçamentárias da União Europeia, disse o líder da legenda e vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, nesta segunda-feira.

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O partido de Salvini recebeu 34,3% dos votos na eleição de domingo, o dobro da cifra de seu aliado na coalizão de governo, o anti-establishment Movimento 5 Estrelas, que ficou com 17,1% das urnas e foi empurrado pela centro-esquerda para a terceira colocação.

"Chegou a hora de rediscutir totalmente regras antigas e ultrapassadas que vêm prejudicando a Europa. Não se explica de outra maneira uma votação como esta", disse Salvini em uma coletiva de imprensa em Milão.

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Salvini, que passou boa parte da campanha eleitoral prometendo cortes de impostos profundos, o que pode ir de encontro às regras fiscais da UE, não deu sinal de recuo. Impostos menores são "a questão central" para os italianos e seriam o fundamento do orçamento do ano que vem, disse.

Mais cedo nesta segunda-feira, ele procurou se aproximar do 5 Estrelas e descartou uma reformulação do gabinete, apesar do resultado decepcionante de seu parceiro de coalizão.

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"Para mim, nossos aliados de governo são amigos, e a partir de amanhã voltaremos a trabalhar com serenidade e tons mais suaves", disse ele a repórteres. "Meu oponente é e continua sendo a esquerda", afirmou, referindo-se ao Partido Democrático, que ficou com 22,7% dos votos.

A campanha eleitoral agressiva, durante a qual Liga e 5 Estrelas trocaram ataques duros, alimentou a especulação de que uma vitória da Liga e um fracasso do 5 Estrelas poderiam desencadear o colapso da coalizão de um ano.

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De sua parte, o chefe do 5 Estrelas, Luigi Di Maio, atribuiu a derrota de seu partido ao comparecimento baixo em seus redutos do sul, e também descartou uma reformulação ministerial.

"Nada mudará e voltaremos a agir a partir de hoje", disse ele ao diário Corriere della Sera, acrescentando que espera governar com a Liga durante um mandato completo de cinco anos.

A Itália, cuja dívida pública é proporcionalmente a segunda maior da zona do euro, só atrás da grega, entrou em choque com a Comissão Europeia no ano passado por causa de seus planos de grandes gastos.

Salvini disse que "se (Bruxelas) pedir cortes, diremos não", acrescentando que está "convencido" de que a nova Comissão será "mais amistosa" com seu país.

(Reportagem adicional de Valentina Consiglio e Angelo Amante)

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