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Itaú BBA vê melhora das expectativas do investidor para o Brasil

Economia|Do R7

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Por Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - Investidores globais estão tendo uma visão mais construtiva sobre o Brasil e oportunidades de compra devem surgir conforme o impacto do escândalo de corrupção na Petrobras diminui, disseram altos executivos do Itaú BBA em entrevista.

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Nos últimos meses, os investidores têm olhando mais para México e Colômbia e evitado o Brasil, já que o caso Petrobras tem fechado os mercados de capitais para a maioria dos emissores.

Sinais de uma postura menos pessimista quanto ao Brasil surgiram numa conferência que o Itaú BBA promoveu com clientes de renda fixa em Nova York na semana passada, disse o co-chefe de renda fixa internacional do Itaú BBA Baruc Saez. Cerca de 40 empresas e 200 investidores participaram da conferência.

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Segundo reportagens recentes da mídia, a Petrobras está perto de divulgar as baixas contábeis de ativos relacionados a corrupção e publicar os resultados financeiros auditados do terceiro e do quarto trimestres até o fim de abril. Se deixar de publicar os resultados até junho, a empresa pode enfrentar o vencimento antecipado de até 54 bilhões de dólares em títulos.

"Pode haver uma mudança no sentimento de que o Brasil está perto do fundo do poço, e oportunidades interessantes surgirão uma vez que a questão da Petrobras esteja resolvida", disse Saez em Nova York.

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Um salto dos spreads da dívida corporativa do Brasil perdeu força no final de março, após seis meses de aumento rápido.

O diretor de mercado de capitais do Itaú BBA de dívida na América Latina, excluindo o Brasil, Ricardo Navarro, disse que a maioria das pessoas estão começando a ter a sensação de que um "ponto de reversão" está perto de acontecer.

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A situação da Petrobras "mudou a visão dos investidores radicalmente nos últimos seis meses, por isso o que se vê é o mercado esperar o próximo passo para seguir em frente", disse.

DISTORÇÕES

A queda nos preços das commodities nos últimos seis meses, incluindo o petróleo, que impacta as finanças públicas de muitos países latino-americanos, resultou em atividade seletiva no mercado primário de dívida, observou Saez.

Há poucos setores aparentemente despreparados para lidar com oscilações cambiais agudas, disseram os executivos, recusando-se a mencionar quais. Qualquer alta dos custos dos empréstimos globais virá gradualmente, disseram.

"É difícil dizer se os níveis do mercado secundário estão precificando todos os fundamentos... Meu palpite é que os investidores estão realmente procurando seletivamente casos específicos, independente do setor", acrescentou.

Os investidores estão de olho em "qualquer incompatibilidade ou superexposição que poderia dificultar às empresas aumentar o capital ou refinanciar obrigações", disse Saez.

O calendário de pagamento em toda a região parece muito gerenciável ​​e não há necessidade de capital urgente para refinanciamento na região, disse Navarro.

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