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Janet Yellen colocou economia dos EUA em terreno mais firme e afastou Fed de uma era de crise

Economia|Do R7

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Por Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) - Janet Yellen deixará o comando do Banco Central norte-americano, o mais poderoso do mundo, depois de quatro anos durante os quais deixou a economia dos Estados Unidos em uma situação muito mais sólida e conduziu a política monetária para longe de uma era de crise.

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Yellen, que em 2014 se tornou a primeira mulher a presidir o Fed em seus 100 anos de história, foi descartada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na quinta-feira para um segundo mandato – um rompimento com a tradição.

Quando a economista nova-iorquina de 71 anos entregar as rédeas para seu sucessor Jerome Powell, governador do Fed, no início do ano que vem, o fará na condição de primeira líder de um grande banco central desde a crise financeira de 2007-2009 a colocar as taxas de juro no que, até agora, vem sendo uma rota ascendente sustentável.

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Yellen foi responsável pelo primeiro aumento na taxa em quase uma década, uma medida seguida por outras três elevações. O Fed deve voltar a elevar as taxas em dezembro.

Indicada pelo então presidente Barack Obama para suceder Ben Bernanke, Yellen também capitaneou o fim do programa de compra de títulos do BC dos EUA, iniciado para estimular a economia após a crise, e a redução gradual de seu balanço patrimonial de 4,5 trilhões de dólares neste ano.

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"Não sei como você poderia enxergar defeitos", disse Joseph Gagnon, membro sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional que trabalhou no Fed durante duas décadas.

"Ela é uma líder muito polida, cautelosa, respeitada. Os mercados têm estado tão tranquilos quanto possível e nunca vimos um crescimento de empregos tão estável e contínuo por tanto tempo."

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Os investidores digeriram facilmente o anúncio feito neste ano de que o Fed iria cortar sua carteira de títulos públicos do governo dos EUA e títulos financeiros lastreados em hipotecas, ao contrário do "surto de afunilamento" de 2013 que se seguiu à insinuação de Bernanke de que o programa de compra de títulos poderia ser contido.

Sob o comando de Yellen, o desemprego norte-americano baixou para 4,2 por cento, de 6,7 por cento, e a economia está crescendo há mais de oito anos, embora em um ritmo muito mais lento do que o de recuperações anteriores de uma recessão.

Nem tudo saiu de acordo com os planos. Yellen e outros formuladores de política do Fed foram responsabilizados por não conseguirem aumentar a inflação, que vem ficando abaixo da meta de 2 por cento do Fed apesar do mercado de trabalho consistente.

(Reportagem adicional de Ann Saphir e Howard Schneider)

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