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Joint venture da Vale e Cemig avalia compra de ativo da Renova Energia, dizem fontes

Economia|Do R7

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Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A Aliança Geração de Energia, uma joint venture entre a mineradora Vale e a elétrica mineira Cemig, tem avaliado a possível aquisição de um parque eólico da Renova Energia cujas obras foram paralisadas por falta de recursos da empresa, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto.

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As negociações do ativo, que ocorrem atualmente também com outros interessados, começaram após a Renova não chegar em maio a um acordo final com os canadenses da Brookfield para a venda do empreendimento, o chamado complexo Alto Sertão III, na Bahia, que quando concluído terá cerca de 400 megawatts em capacidade.

A Renova, que tem como sócios a própria Cemig e sua controlada Light, passou a buscar um novo acionista ou a venda de ativos desde o fracasso de uma associação com a norte-americana SunEdison em 2015.

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A empresa de energia limpa chegou a aceitar no ano passado uma oferta da Brookfield, mas as negociações entre as empresas não chegaram a um acerto após meses de idas e vindas, o que levou à retomada da busca por investidores nos últimos meses.

Desde então, a empresa tem conversado com meia dúzia de possíveis compradores, incluindo a Aliança, afirmou uma das fontes.

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"A Aliança está participando do processo, mas tem mais gente", disse a fonte na condição de anonimato, confirmando informação obtida pela Reuters sobre uma reunião envolvendo representantes da Aliança e Renova.

"Há várias propostas de compradores, não só da Aliança. Não tem sido dada exclusividade a ninguém", adicionou uma segunda fonte, que também preferiu não se identificar porque as tratativas são sigilosas.

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Ela acrescentou que há "três ou quatro propostas" na mesa pela aquisição de Alto Sertão III.

Executivos da Aliança chegaram a participar na segunda-feira de uma reunião na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com representantes da Renova, da Cemig e da Light para discutir o atual estágio do projeto Alto Sertão III.

As fontes não citaram nominalmente outros interessados no ativo da Renova nem valores envolvidos nas conversas.

Antes, a Brookfield havia feito uma oferta de 650 milhões de reais para ficar com o complexo Alto Sertão III.

A Renova havia aportado cerca de 390 milhões de reais nas obras do complexo até a paralisação dos trabalhos no final de 2016.

A empresa, que seria um braço para expansão da Cemig em energia limpa, chegou a ter quase 700 megawatts em usinas em operação e planos para alcançar uma capacidade instalada de mais de 2 gigawatts, mas passou a vender ativos em meio às dificuldades financeiras. Atualmente, a Renova opera apenas cerca de 190 megawatts em pequenas hidrelétricas.

Procurada, a Renova Energia não respondeu de imediato a um pedido de comentário, assim como a Cemig.

A Aliança Geração e Light afirmaram que não vão comentar o assunto.

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(Por Luciano Costa)

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