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Juros: ‘Esse corte não vai refrescar a situação’, critica economista

Confederação Nacional da Indústria e outras entidades também consideram insuficiente a redução da Selic

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Confederação Nacional da Indústria considera insuficiente a redução da taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano.
  • A economista Carla Beni afirma que o corte não alivia as dificuldades do setor produtivo devido a mudanças econômicas desde 2020.
  • Fatores como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a situação no estreito de Ormuz contribuíram para a complexidade econômica atual.
  • O Brasil enfrenta alto endividamento e possui a maior taxa real de juros do mundo, com uma meta de inflação considerada baixa para seu padrão econômico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Confederação Nacional da Indústria e outras entidades consideram insuficiente a redução da taxa básica de juros e alegam que o corte de juros de 0,25 ponto percentual é incapaz de reverter o cenário de estagnação dos investimentos. O anúncio foi feito pela Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, nesta quarta-feira (17), e a nova redução passou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (18), a economista, conselheira do Corecon de São Paulo e professora da FGV, Carla Beni, destaca que o corte não alivia as dificuldades do setor produtivo. Segundo ela, desde 2020 houve mudanças significativas nos parâmetros econômicos brasileiros.


“O fator central adicionado à própria questão do aumento de custo de vida, da própria insegurança que veio depois da pandemia, porque a pandemia termina e você começa uma guerra da Rússia e da Ucrânia que continua até hoje. Agora estamos discutindo a abertura e o fechamento do estreito de Ormuz. Então, após a pandemia, o mundo ficou muito mais complexo”, diz.

Segundo ela, o Brasil enfrenta um grau alto de endividamento tanto por parte das empresas quanto dos consumidores individuais. “Estou falando das empresas e também nós estamos falando das pessoas físicas. Então o Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo, e essa é uma métrica, porque a meta de inflação é baixa para o nosso padrão de economia, de desenvolvimento, principalmente aí do período da pandemia, e isso parece não mudar”, afirma.

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