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Juros futuros caem com força e indicam alta menor da Selic após comentários de Tombini

Economia|Do R7

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Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos de juros futuros curtos recuavam com força e passavam a mostrar chances majoritárias de elevação de 0,25 ponto percentual na Selic nesta semana, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmar que o Copom levará em conta a piora das projeções do FMI para a economia brasileira.

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Em comunicado, Tombini afirmou que o Copom leva em consideração todas as informações relevantes e disponíveis em suas decisões, pouco depois de o Fundo Monetário Internacional divulgar suas previsões. O inesperado comentário reforçou o sentimento de que o Comitê de Política Monetária pode até deixar o juro básico como está.

"É no mínimo estranho o BC soltar um comunicado como esse no primeiro dia da reunião do Copom. Ainda acredito que a chance maior é de subir os juros, mas não ficaria surpreso se vier manutenção", disse o chefe da mesa de juros da corretora Icap, Arlindo Sá.

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Segundo cálculos da Reuters, os DIs, que até a véspera apontavam chances majoritárias de elevação de 0,50 ponto percentual na Selic, passaram a mostrar aumento de apenas 0,25 ponto, a 14,50 por cento.

"A leitura é de que ou o BC mantém os juros, ou sobe pouco e culpa a fraqueza da atividade", disse o operador da corretora Renascença Thiago Castellan Castro.

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O comunicado vem em um momento de inflação de dois dígitos, apesar da profunda recessão econômica no Brasil.

Alguns economistas vêm levantando dúvidas sobre a eficácia de aumentos de juros nessa conjuntura, mas a maioria ainda vinha apostando em aumento de 0,50 ponto percentual na Selic nesta semana, segundo a pesquisa Focus do BC e levantamento da Reuters, entre outras razões devido às fortes sinalizações nesse sentido dadas pelo próprio BC.

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Na última reunião do Copom, dois dos oito integrantes do colegiado votaram por um aumento de 0,50 ponto na taxa.

A queda do dólar sobre o real também contribuía para o recuo dos DIs, após dados fracos sobre o crescimento da China alimentarem expectativas de estímulos na segunda maior economia do mundo. A recuperação dos preços do petróleo também sustentava o apetite por risco nos mercados globais.

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