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Justiça suspende despejo da Livraria Cultura do Conjunto Nacional

Ação havia determinado a desocupação da unidade física da livraria no edifício do Conjunto Nacional, na avenida Paulista

Economia|Do R7

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Entrada da Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Entrada da Livraria Cultura do Conjunto Nacional

A desembargadora Maria Lúcia Ribeiro de Castro Pizzotti Mendes, da 30ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), suspendeu nesta terça-feira (22) decisão de primeiro grau que determinou a desocupação da unidade física da Livraria Cultura do edifício do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo (SP).

A determinação de despejo havia levado em conta a falta de pagamento dos aluguéis, mas a desembargadora reconheceu a probabilidade do direito e o perigo da demora.


“Nada mais evidente que o risco de a Livraria Cultura, lutando por sua sobrevivência econômico-financeira, vir a sucumbir diante da perda de seu principal ponto histórico-cultural, a loja localizada na avenida Paulista, um símbolo para a empresa e para a região. A importância dessa livraria para sua agenda econômica já foi, e continua sendo, enfatizada pelos agravantes, que, acaso despejados prematuramente, poderiam assistir à consumação de sua derrocada financeira”, destacou a magistrada na decisão.

Segundo o TJ-SP, até a conclusão do julgamento, não poderá ser realizado nenhum ato de despejo. As partes terão prazo de cinco dias úteis para se manifestar caso haja interesse em realizar audiência para a tentativa de conciliação sobre a controvérsia.


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Essa não é a primeira vez que a Livraria Cultura ganha sobrevida. Após ter sido fechada, no último dia 26 de junho, a empresa conseguiu uma liminar para reverter o decreto de falência, por meio de ação no STJ (Supremo Tribunal de Justiça).

Em fevereiro deste ano a livraria havia conquistado uma liminar, homologada pelo juiz Ralpho Waldo de Barros Monteiro Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. No entanto, em maio, o recurso da Cultura foi negado, e a falência foi mantida.


A Livraria Cultura homologou seu pedido de recuperação judicial em abril de 2019. A falência foi decretada por dívidas trabalhistas e débito de R$ 2 milhões com o Banco do Brasil.

Após a homologação da primeira liminar, a Justiça de São Paulo negou o recurso, sob a justificativa de um “descumprimento generalizado do plano de recuperação”. No momento, a Cultura possui duas lojas: a do Conjunto Nacional e a de Porto Alegre, além do ecommerce.

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