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Lagarde diz que FMI vai avançar em discussão sobre reformas sem Washington

Economia|Do R7

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WASHINGTON (Reuters) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse nesta sexta-feira que o Fundo está pronto para discutir maneiras de avançar sem os Estados Unidos em reformas que dariam aos mercados emergentes maior poder de voto na instituição.

Países-membros do FMI chegaram a acordo sobre a chamada reforma de cotas em 2010, com o forte apoio da administração Obama, mas o Congresso dos Estados Unidos, até agora, não conseguiu aprovar as mudanças.

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Parlamentares dos EUA estão se preparando para encerrar as atividades do ano sem dar apoio às reformas, ou seja, o país vai perder o prazo que o G20 tinha definido para a ação.

"Eu manifestei a minha decepção com as autoridades norte-americanas e espero que continuem a trabalhar em direção a uma ratificação rápida", disse Lagarde, em comunicado.

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"Conforme solicitado por nossos membros, vamos agora avançar para discutir alternativas para o avanço nas reformas de cotas e governança e garantir que o Fundo tenha recursos suficientes, começando com uma reunião do Conselho Executivo em janeiro de 2015", disse ela.

As mudanças acertadas dobrariam os recursos do Fundo e dariam mais poder de voto no FMI para países como o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Elas também renovariam a diretoria do FMI para reduzir a dominância da Europa Ocidental.

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Alguns republicanos no Congresso dos EUA disseram que as mudanças custariam muito em um momento em que Washington estava com grandes déficits orçamentários. As reformas também entraram em conflito com a crescente tendência isolacionista entre a ala Tea Party do partido.

(Por Timothy Ahmann)

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