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Liderança do HSBC é questionada sobre diferença salarial e diversidade de gênero no banco

Economia|Do R7

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Por Lawrence White

LONDRES (Reuters) - Funcionários e investidores do HSBC questionaram seus novos presidentes nesta sexta-feira sobre como melhorar o equilíbrio de gêneros e a diversidade étnica na alta administração de um banco que há apenas algumas semanas relatou a maior diferença salarial de gêneros entre empresas britânicas.

Mark Tucker, o novo presidente do conselho de administração da instituição financeira, e o novo presidente-executivo, John Flint, enfrentaram perguntas de seus próprios funcionários na assembleia geral anual do banco em Londres sobre o motivo pelo qual tão poucas mulheres e pessoas de cor estão em seus altos escalões.

"Eu quero saber especificamente o que o HSBC vai fazer para conseguir pessoas como eu sentadas lá [no conselho do banco], eu quero vir a esta reunião geral anual e ver um reflexo de mim mesma sentada lá", disse Ololade Durodola, uma mulher negra que trabalha na divisão de banco de varejo do HSBC.

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Flint respondeu que o banco se comprometeu com uma meta de aumentar a proporção de mulheres em cargos de gerência sênior para 30 por cento até 2020, ante 26,5 por cento hoje, mas que precisa fazer mais em diversidade e equilíbrio de gênero.

"Até que nossa liderança sênior represente as pessoas que estamos servindo, estamos correndo um risco comercial", disse Flint.

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No nível do conselho, cinco dos 14 diretores do HSBC são mulheres depois que o banco reduziu o quadro de 17 membros nesta sexta-feira, como parte dos esforços de Tucker para reduzir a burocracia e acelerar a tomada de decisões.

O HSBC revelou no mês passado que há uma diferença salarial entre os gêneros de 59 por cento, a maior entre as empresas britânicas com mais de 250 funcionários e causada pela falta de mulheres em cargos mais altos e mais bem pagos.

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O presidente-executivo, Flint, disse a repórteres nos bastidores da reunião que o banco tomou medidas, incluindo a exigência de contratar listas de candidatos para equilibrar os gêneros, mas disse que o banco não conseguirá escolher mulheres para empregos mais altos por causa de seu gênero.

"Temos que criar um ambiente onde as mulheres possam realizar seu potencial, mas se começarmos a tentar colocar as mulheres em papéis porque elas são mulheres, nós minamos essa opção", disse Flint.

Durodola disse à Reuters depois da reunião que acredita que Flint tentaria resolver os problemas de equilíbrio étnico e de gênero nos altos escalões do HSBC, mas disse que não espera que o problema seja resolvido rapidamente.

(Por Lawrence White)

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