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Líderes da base querem votar vetos presidenciais, diz líder governista

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - Líderes da base pediram ao ministro-chefe da Secretaria de Governo Ricardo Berzoini que convença o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a convocar nova sessão para análise de vetos, afirmou o deputado José Guimarães (PT-CE), que lidera a bancada governista na Câmara dos Deputados.

Na última semana a votação dos vetos presidenciais foi adiada duas vezes por falta de quórum provocada em grande parte por integrantes da base.

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“Os líderes todos lá, pelo menos 99 por cento dos líderes presentes (na reunião) pediram ao ministro Berzoini que convencesse o senador Renan (Calheiros), presidente do Congresso, a convocar sessão para votar os vetos”, disse Guimarães a jornalistas.

“Agora os líderes da base querem dar uma demonstração de unidade”, afirmou, acrescentando que há disposição dos parlamentares para votar “se der amanhã”.

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Guimarães ponderou, no entanto, que há uma “fantasia” em achar que o governo estaria sendo prejudicado com o adiamento das votações dos vetos.

Inicialmente a postura do governo foi de evitar a análise de vetos sobre matérias polêmicas com impacto econômico. Mas diante da instabilidade criada pela não apreciação dos vetos, que levou a uma escalada do dólar, o Palácio do Planalto mudou de estratégia e passou a trabalhar para realizar a sessão.

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Alguns vetos polêmicos foram mantidos, como o que impediu a entrada em vigor de uma medida que tornava isento o óleo diesel da contribuição de PIS/Cofins e outra que alterava o mecanismo do fator previdenciário, que limita o valor da aposentadoria de pessoas mais novas.

Resta a análise dos vetos a uma proposta que reajusta os salários dos servidores do Judiciário em até 78,6 por cento e a outra que estende a todos os aposentados as regras de reajuste do salário mínimo.

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Guimarães disse ainda que o governo trabalha para não ficar amarrado pelas ameaças de impeachment da presidente Dilma Rousseff e quer dar andamento a matérias de interesse do Planalto, caso da Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Segundo o deputado, o governo está disposto a negociar mudanças no testo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. A DRU é um mecanismo que permite ao governo remanejar livremente uma porcentagem do que arrecada.

Atualmente, a desvinculação é de 20 por cento, mas o texto da PEC enviado pelo governo ao Congresso em julho eleva essa parcela para 30 por cento, além de alterar os tributos que poderão ser desvinculados.

A PEC encontra-se na CCJ da Câmara, onde será avaliada se preenche requisitos constitucionais. Caso seja aprovada pela CCJ, ela segue para uma comissão especial e depois ainda precisa ser votada em dois turnos no plenário da Câmara. Aprovada pelos deputados, a proposta ainda precisa passar por tramitação semelhante no Senado.

(Reportagem de Leonardo Goy e Maria Carolina Marcello)

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