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Liquidação do Will Bank: entenda o que acontece com o dinheiro de clientes e investidores

Instituição tem mais de 12 milhões de clientes; aqueles com até R$ 250 mil investidos serão ressarcidos pelo FGC

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A liquidação do banco Will interrompe suas atividades e os ativos e passivos serão administrados por um liquidante.
  • O Banco Central afirma que o Will deve ressarcir R$ 6,5 bilhões em CDBs até setembro de 2025, garantidos pelo FGC.
  • Clientes com investimentos dentro do limite do FGC (até R$ 250 mil) não devem sofrer perdas imediatas, enquanto os demais precisam se habilitar para receber pagamentos.
  • Investidores estão em maior risco devido à exposição aos efeitos econômicos da liquidação, podendo enfrentar perdas parciais ou totais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Banco Will foi liquidado nesta quarta-feira e terá atividades interrompidas Reprodução/ Instagram @eusouwillbank

Os clientes do banco Will serão ressarcidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) em aplicações de até R$ 250 mil após a liquidação da instituição financeira. Em setembro, o banco tinha ao menos R$ 6,5 bilhões em aplicações do CDB (Certificado de Depósito Bancário) e 12 milhões de clientes. A garantia do FGC é válida em casos de contas-corrente, contas-poupança e nos seguintes investimentos: CDB, LCI, LCA, LCD e RDB.

Com a liquidação, a instituição terá suas atividades interrompidas, seus ativos e passivos administrados por um liquidante, com o intuito de organizar o pagamento dos credores.


Para clientes e investidores, os efeitos da liquidação variam conforme o tipo de vínculo e o volume de recursos mantidos na instituição. Mas não necessariamente a liquidação quer dizer que todos os clientes vão perder dinheiro. Quem tem proteção do FGC está mais seguro, enquanto os demais credores precisam acompanhar o processo de perto e entender os riscos envolvidos.

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O economista Hugo Garbe explica que, para a maior parte dos clientes e pessoas físicas, especialmente aqueles com valores dentro dos limites de cobertura do FGC — de R$ 250 mil, a liquidação não implica perda imediata de recursos.


“Nesses casos, o FGC atua como mecanismo de proteção e realiza o pagamento dos valores garantidos de forma administrativa, sem necessidade de ação judicial. O cliente normalmente precisa apenas confirmar seus dados e indicar uma conta para recebimento, sendo que os prazos costumam variar de algumas semanas a poucos meses após o início do procedimento”, destaca.

Por outro lado, clientes que não contam com a proteção do FGC devem se habilitar formalmente junto ao liquidante, apresentando documentação que comprove o crédito. O eventual pagamento dependerá da existência de recursos suficientes após a venda dos ativos do banco e seguirá a ordem legal de preferência entre os credores.


“Por essa razão, existe sim a possibilidade de prejuízo, sobretudo para quem não está protegido pelo FGC. Enquanto clientes cobertos pela garantia tendem a ter risco bastante reduzido, aqueles sem cobertura podem enfrentar perdas parciais ou até totais, dependendo da situação patrimonial da instituição. Investidores, em especial, assumem maior risco, pois participam do negócio e não apenas mantêm depósitos, estando mais expostos aos efeitos econômicos da liquidação”, completa Garbe.

Liquidação

Nesta quarta-feira (21), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master.


De acordo com o BC, a decisão ocorre “em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A”.

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